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Autor
Delia Steinberg Guzmán
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O filósofo requere a aprovação da sua consciência. Mas, cuidado, não chamemos consciência aos simples apetites, às dúvidas sem resposta, às debilidades, à arbitrariedade. Para que a consciência possa falar-nos e dizer-nos o que é conveniente ou não, antes deve despertar como consciência. Antes, devemos instruir-nos no desenvolvimento da fortaleza moral, do discernimento, da catarse dos sentimentos.
Deve ter actuado e ter-se equivocado sem medo de reconhecer os erros, sem medo de rectificar o que não é válido. Deve ter passado por muitas provas para reconhecer essa voz interior como algo íntimo, estável, consubstanciado como o seu verdadeiro ser, voz que não se altera com o clima das paixões nem das formas que mudam.
Intuição e mística
Por mística não entendemos uma simples atitude contemplativa, mas uma visão intuitiva e inteligente do mundo, que nos transforma e nos leva a actuar em consequência, de acordo com as leis naturais.
Como se atinge essa visão intuitiva e inteligente? Indubitavelmente é uma visão ou percepção que ultrapassa o intelectual e o racional. É a alma que vê, é o aspecto mais elevado da nossa consciência que pode desvelar paulatinamente os Mistérios.
Os antigos egípcios explicavam que os Mistérios se intuem ou percebem-se com o coração, esse coração especial que é a alma humana. Extraímos da obra O Mundo Mágico do Egipto, de Christian Jacq, as seguintes palavras: “ o centro das percepções mais finas é o coração. Não o órgão, mas o centro imaterial do ser…”.
O coração permite que nos sintamos unidos com a Natureza inteira, com todos os seres, e permite ainda perceber uma mesma energia em tudo e em todos, ainda que adaptada às diferentes formas e circunstâncias. Deste modo é mais fácil entrar em contacto com o próprio espírito, com Deus… e romper as terríveis barreiras que, segundo a mente, separam a vida da morte. A energia é una e permanente.
Escrito por Delia Steinberg Guzmán
Extraído do livro “Filosofía para vivir”









