PhiloPhoto” nasceu do encontro entre duas disciplinas, a Filosofia e a Fotografia, que se unem para formar uma unidade da qual emerge um diálogo, uma tensão entre uma imagem e um conceito.

Neste diálogo, o conceito nunca é a descrição da imagem, e a imagem não é a ilustração do conceito. O diálogo ilustra a complementaridade, e não a oposição, entre Filosofia e Fotografia.

A imagem situa-se na imediaticidade. É uma perceção global e instantânea.
O conceito, a ideia, precisa de ser processado num espaço temporal, cada parte tendo o seu próprio ritmo.

O resultado é uma obra que é reconhecível, mas não inteiramente; compreendida, mas não totalmente. Um pouco como uma mistura entre água e óleo, algo que só existe em permanente instabilidade.

Dessa instabilidade emerge uma tensão, um paradoxo e uma interrogação. O objetivo é suscitar uma pergunta no observador, sendo que as respostas essenciais estão sempre dentro de nós. É uma viagem interna.

Uma fotografia pode ser ou não uma obra de arte. Se a fotografia apenas representar a subjetividade do fotógrafo, as suas emoções e opiniões, não será uma obra de arte, porque a beleza é, por essência, universal, objetiva e não subjetiva. Como nenhum ser humano é perfeito, nenhuma produção artística é completamente subjetiva nem completamente objetiva. Em outras palavras, não podemos alcançar a perfeição artística, mas podemos aproximar-nos dela a cada vez.

É desta forma que entendemos e desejamos promover, através deste concurso, a relação entre o Caminho Artístico e o Caminho Filosófico.