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Nova Acrópole
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Ciência para poetas. Poesia para cientistas
Para calcular o peso de um objecto é necessário saber a sua massa e a força gravitacional do planeta no qual se encontra. Contrariamente à afirmação de Aristóteles, que afirmou que os objectos mais pesados caem mais rápido que os mais leves, o movimento não depende do peso. O que acontece é que objectos com diferentes massas caem à mesma velocidade, porque a aceleração da gravidade é praticamente a mesma em todas as partes da Terra. Conta-se que isto foi experimentado por Galileu do o alto da torre de Pisa com uma bala de canhão e uma bala de madeira. Também o experimentou o comandante da missão lunar Apolo 15, David Scott, lançando um martelo e uma pena de falcão na superfície da Lua. Este é o vídeo desse momento:
http://video.google.com/videoplay?docid=6926891572259784994
Mas creio que sobre a gravidade poética podemos escutar a voz de Alfonsina Storni:
Isto é amor, isto é amor, eu sinto
em todo o átomo vivo um pensamento.
Eu sou uma e sou mil, todas as vidas
passam por mim, mordem-me suas feridas.
E não posso já mais, em cada gota
do meu sangue há um grito e uma nota.
E dobro-me, dobro-me sob o peso
de um beijo enorme, de um enorme beijo.
Da união das duas reflexões nasce a minha alegria: todos os beijos se movem à mesma velocidade, uma vez que não há competição sobre aquele que chega primeiro.
Sara Ortiz
Outubro 2012






