No último dia de janeiro a Nova Acrópole de Braga levou a Filosofia ao museu D. Diogo de Sousa, num ciclo que pretende desenvolver a ideia “Em direção à Unidade para além das diferenças”, procurando encontrar pontes entre culturas distintas e encontrando para além das diferenças aquilo que as une. Este ciclo de atividades colocará frente a frente mitos de diferentes partes do mundo para encontrar Mitologemas comuns. Um mitologema é um elemento ou tema central recorrente em mitos de diferentes culturas, representando uma ideia, símbolo ou arquétipo compartilhado universalmente.

Henrique Cachetas (diretor da Nova Acrópole Braga) e Cláudio Drummond (Nova Acrópole Lisboa) levaram o público numa viagem pela mitologia grega e azteca, ao encontro de Prometeu e Quetzalcoatl.
Começando por esclarecer a ideia de mito, a sua linguagem simbólica e sua função, que é comum em todas as culturas, seguiram pelos mitos da criação do universo e da humanidade de acordo com as duas tradições, terminando por salientar o esforço destas figuras mitológicas em ajudar a humanidade na elevação da sua condição.

Através desta viagem foi possível perceber que a mitologia das diferentes épocas e civilizações têm uma estrutura e essência comuns. Os aztecas tinham a lenda dos cinco sóis, os gregos as idades de ouro, prata, bronze e ferro, em ambos os casos fala-se sobre os ciclos que fazem parte da evolução humana.

Ambos, tanto Prometeu como Quetzalcoatl, se sacrificaram para trazer o fogo e o conhecimento aos humanos, ressaltando a virtude do sacrifício, da generosidade e da entrega a causas nobres como motor da evolução espiritual. Estes são alguns exemplos, das muitas pontes ou pontos em comum.

No final da palestra refletiu-se com a plateia sobre o papel do conhecimento, incluindo filosofia e mitologia, no Despertar do Espírito Humano.