O «Tratado dos Vínculos» de Giordano Bruno – Parte 2

Nova Acrópole Lisboa

20 Junho | 10:00

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Por José Carlos Fernández, Escritor, investigador e Director Nacional da Nova Acrópole

🎥 Esta atividade – Parte 2 – surge na continuidade de uma anterior, realizada em março deste ano na Nova Acrópole Oeiras-Cascais. Após recebermos a sua inscrição, enviaremos o link de acesso à gravação da Parte 1, para que possa assistir.

“O Tratado dos Vínculos”, de Giordano Bruno (De Vinculis in Genere), apesar de ser um livro de magia no sentido amplo do termo, é, paradoxalmente, o mais atual e aplicado dos textos. Escrito em 1591, apresenta «uma ontologia da relação em que o universo não é um conjunto de objetos isolados, mas uma rede viva de desejos e influências constantes». Tudo está em tudo (um dos lemas preferidos deste filósofo) e, no ser humano, são 30 as forças que atuam como vínculo, 30 forças nas quais operam a vontade e também o destino: a beleza, o interesse, o amor, a necessidade, o costume, a imaginação, a esperança, etc.

Para o bem e para o mal, este livro é considerado um texto fundamental da psicologia social aplicada e da ciência política moderna, tornando completamente obsoleto “O Príncipe” de Maquiavel. Bruno descreve o «vinculador» como um caçador de almas (no sentido positivo, Séneca fez o mesmo na sua obra “Os Benefícios”, em que se vincula pela vontade do Bem Comum, base de uma sociedade harmonizada), que usa a imaginação e o desejo para atrair e vincular outros. A face obscura destes ensinamentos (pois o lado luminoso é a condução recta das almas) é a manipulação de imagens mentais para gerar necessidades ou vínculos emocionais com produtos e marcas.

Não é de se estranhar, então, que instituições como a London School of Economics a utilizem para compreender padrões de comportamento na vida social contemporânea. Assim, o governante, em vez da força, usa sua capacidade de se ligar aos desejos ocultos das massas, e os meios de comunicação e a censura oblíqua exercem uma influência oculta.

Segundo Giordano Bruno, existem ligações que permitem despertar e edificar almas, e são a base da sociabilidade humana correcta, e existem outras que são tóxicas, obsessivas, que escravizam a alma, e é necessário conhecê-las para desatá-las.

Dado que só podemos percorrer o caminho entrelaçando destinos e nunca nos isolando cada vez mais, é necessário conhecer a ciência das ligações, para assim fazer as escolhas certas, somando, multiplicando e potencializando o poder da alma humana. Uma vez que este é o fundamento em que a sociedade se torna civilização, como filha já do Céu e da Terra, ou seja, com um destino auspiciado pelos Deuses e não pelos monstros do egoísmo.

(José Carlos Fernández)

Data de início

20 de Junho, 2026
Horário
Sábado | 10:00 – 13:00
Duração
3h
Local
Nova Acrópole Lisboa
Circular Sul do Bairro da Encarnação 35C, 1800-135 Lisboa
Valor
Atividade Gratuita, mediante inscrição.
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