A Nova Acrópole de Viseu promove, no próximo dia 28 de março de 2026, pelas 17h00, a conferência “Ciência e Sobrevivência da Consciência”, apresentada por Carlos Paiva Neves, na sua sede, situada na Quinta do Seminário das Missões.
Integrada no trabalho filosófico, cultural e formativo que a Nova Acrópole de Viseu vem desenvolvendo na cidade, esta conferência propõe uma reflexão sobre uma das questões mais profundas e permanentes da humanidade: a consciência extingue-se com a morte do corpo ou existe no ser humano uma dimensão que sobrevive ao perecimento físico?
Num tempo marcado por múltiplas urgências práticas, tecnológicas e sociais, a Nova Acrópole de Viseu considera especialmente importante abrir espaço, em Viseu, para temas de fundo que tocam diretamente o sentido da vida, a natureza do ser humano, a ética e a responsabilidade interior. Mais do que uma questão abstrata, o problema da consciência e da sua eventual sobrevivência remete para a forma como cada pessoa compreende a sua própria existência, o valor dos seus atos e o horizonte mais vasto do seu percurso humano.
Ao trazer esta conferência à cidade, a Nova Acrópole de Viseu reafirma a sua vocação de contribuir para uma vida cultural que não se limite à informação imediata ou ao entretenimento, mas que inclua também a reflexão filosófica séria, o diálogo entre ciência e tradição e a procura de respostas para as grandes perguntas humanas. Numa cidade como Viseu, com identidade própria, memória histórica e potencial humano e cultural assinalável, parece particularmente relevante cultivar espaços onde o pensamento possa ir além do utilitário e reencontrar temas essenciais.
A ideia de imortalidade da alma, entendida inicialmente como a sobrevivência de uma entidade imaterial quando o corpo físico perece, atravessou diferentes civilizações, religiões e correntes filosóficas. Apesar da aparente simplicidade da formulação, trata-se de um problema de enorme complexidade, que continua a interpelar o pensamento contemporâneo. Também a ciência atual, no seu confronto com o estudo da consciência, se vê desafiada por questões que permanecem em aberto e que exigem investigação rigorosa, clareza conceptual e prudência interpretativa.
Nesta conferência, procurar-se-á precisamente enquadrar este tema de modo sério e acessível, articulando perspetivas filosóficas e científicas, e abrindo um espaço de reflexão sobre o que está verdadeiramente em causa quando se fala da sobrevivência da consciência. Para a Nova Acrópole de Viseu, iniciativas como esta fazem parte de uma missão mais ampla: ajudar a formar pessoas mais conscientes, mais reflexivas e mais capazes de viver com profundidade num mundo frequentemente marcado pela dispersão e pela superficialidade.
A conferência é aberta ao público e insere-se no conjunto de atividades que a Nova Acrópole de Viseu tem vindo a promover regularmente, procurando afirmar-se como um espaço vivo de cultura, filosofia e cidadania na cidade.


