Dharma e Maat – a justiça e a ordem cósmica

Nova Acrópole Braga

14 Março 2025 | 19:30 - 21:15

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Dharma e Maat, dois conceitos milenares, originários de culturas distintas, mas que convergem em sua busca pela ordem cósmica e pelo sentido da existência.

Dharma, na Índia Antiga, transcende a ideia de lei ou dever, representando o caminho individual de cada ser, sua vocação única no universo. Maat, no Egito Antigo, personifica a justiça, a verdade e a harmonia, o equilíbrio que sustenta o cosmos e a sociedade.

Neste Encontro de Filosofia exploraremos a riqueza e a profundidade desses conceitos, procurando pontos de convergência e paralelos entre as filosofias indiana e egípcia.

DHARMA

O Dharma, um conceito central na Índia Antiga, evoluiu ao longo do tempo abrangendo uma ampla gama de significados, podendo ser explicado, sobretudo, a partir da sua raiz verbal dhṛ-, «suportar», significando «suporte», «apoio», «permanência», «dever», «lei», «costume», etc.

No período védico, o Dharma surge em substituição dos termos ṛta, a «ordem cósmica», e vrata, o «mandamento», e passou a ser associado a divindades como Varuna, Mitra e Aryaman. Na literatura épica, especialmente na Bhagavadgītām, o Dharma passou a ser personificado como um deus e associado ao conceito de karma (ação), enfatizando a importância do cumprimento do dever individual (svadharma) para a manutenção da ordem cósmica. Nos textos Dharmasutras, o Dharma passou a incluir todos os aspectos do comportamento individual e social, abrangendo costumes, tradições, ética e moral.

A partir daqui, o termo dharma pode ser mais bem compreendido na sua generalidade como «lei», fazendo com que a palavra dharma também signifique «religião», com o sentido de «caminho» e «verdade», representativos de uma lei eterna do cosmos.

MAAT

No Antigo Egipto, a figura da deusa Maat e a maat, como conceito abstrato, representavam a justiça, a estabilidade e a ordem universal.

Enquanto divindade, Maat atuava como mediadora na manutenção do equilíbrio cósmico. Enquanto conceito, regulava as atitudes de um indivíduo, guiando-o e instruindo-o para o bem.

Os conselhos dos mais sábios, evidentes na Literatura Sapiencial egípcia, demonstram como, através de intenções e ações puras, se podia repelir o isfet (caos) e abrir caminho em direção à vida eterna.

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