****CONVITE****
A Nova Acrópole Vizela realizará uma conferência proferida pelo Professor José Carlos Fernandes, Diretor da Nova Acrópole Portugal.
A Filosofia que não permite vislumbrar o sentido da vida não é verdadeira filosofia, pois como o seu próprio nome indica, estão implícitas nela o amor e a sabedoria. E o Amor é a mesma força do sentido da vida. E a sabedoria são os seus olhos, para onde Ela olha, se não o
destino, para nós distante, inacessível, sim a direção, o rumo para o qual sua corrente sempre fértil avança.
A perda do sentido de vida é o que se converte no dragão do quotidiano, que devora as nossas almas, ausentes do pão celestial que as mais belas ideias e os mais sublimes sentimentos portam.
Como diria o sábio chinês Confúcio na sua obra TA-hio:
“A lei do Grande Estudo ou da Filosofia Prática, consiste em desenvolver e dar à luz o princípio luminoso da razão que temos recebido do Céu, em renovar os homens, em situar o seu destino definitivo na perfeição ou soberano bem.”
Sem essa Filosofia Prática os tesouros da alma permanecem ocultos e a vida é odiosa, angustiante, dolorosa, grávida de ilusões dolorosas, amargas quando frutificam.
Sem este ” princípio luminoso da razão que temos recebido do Céu”, somos simples autómatos de hábitos e instintos básicos, somos medíocres, vulgares, incapazes de deixar escrito nada realmente valioso no livro da vida nem na alma de ninguém; sem ele somos filhos da terra, seres de barro pegajoso e opaco, e assim, como coisas tratamos os demais e tudo o que nos rodeia.
Sem essa Filosofia-que-Renova, o tempo não nos forja, não descobre novos significados da vida, não nos outorga valor e serenidade e uma prudente felicidade. Simplesmente nos torna lentos, envelhece-nos, priva-nos, mutila-nos, aniquila-nos.
E sem ” situar o seu destino definitivo na perfeição do soberano bem” até onde iríamos, como resistiremos às dentadas dessa morte da alma que é mais um dia, e outro, e outro sem sentido, como venceremos o dragão quotidiano?


