27 de outubro de 2023

Realizou-se no dia 27 de outubro na Escola da Nova Acrópole de Lisboa uma entrevista a Miguel Ángel Padilla, autor da obra “Platão mais perto de nós”, conduzida pelo Professor José Carlos Fernández, Diretor nacional da Nova Acrópole.

Aqui foi-nos apresentado um Platão para dialogar, para criar laços de alma, para sentir a presença dos Ideais salvando a humanidade das armadilhas em que se precipita, e guiando-a para um porto seguro. Fazendo viver a sua condição divina e imortal àqueles de nós que têm medo da passagem do tempo.

“Platão, mais perto de nós” para devolver à política um ato de bondade, de medida, de justiça, um sacerdócio que permita que todos vivamos como uma grande família, feliz, e dando a cada um o seu lugar. O melhor em que possa ser útil ao bem comum e, portanto, a si mesmo. Porque nos sentimos envergonhados do que vemos e vivenciamos, e dos lobos enlouquecidos e raivosos vestidos de pastores, babando de desejo e avidez enquanto caminham entre as ovelhas, que, embora inocentes, começam a suspeitar do pior.

“Platão, mais perto de nós”, para não sermos escravos nem tiranos, as duas faces da mesma coisa, mas naturais e autênticos, combinando harmonicamente a liberdade com a responsabilidade pelos seus efeitos, e a obediência ao que é justo e necessário; o direito com o dever, o eu com o tu, para chegar ao nós.

“Platão, mais perto de nós” para passar das trevas à luz, da corrupção à estabilidade e pureza, do sono e das fantasias confusas à vigília lúcida da alma que irradia a sua felicidade – que ainda dá cabida à dor – imersa no sentido e na unidade de tudo o que vive.

Miguel Ángel Padilla, conforme comenta no seu livro, acredita que a luz da sua Filosofia ainda tem um grande poder transformador, ainda desperta a alma da sua letargia, ainda é um viveiro de esperanças e conquistas, e de respostas para compreender a sociedade que nos rodeia, e de chaves para resolver problemas aparentemente insolúveis com que nos debatemos. (…)