Conferência proferida por Cristina Figueiredo sobre a obra “O Cavaleiro da Armadura Enferrujada”, de Robert Fisher. O livro narra-nos, de uma forma encantadora e simbólica, a aventura no conhecimento de nós próprios. Assim, inicia a narrativa: “Era uma vez, há muito tempo …” como num conto de fadas, num tempo sem tempo. O nobre, virtuoso e amável cavaleiro, que honrava os ideais da cavalaria, com o passar do tempo usa a sua armadura não só para a guerra, mas também como uma proteção para o seu dia a dia, impedindo-o assim de ver e sentir qualquer situação. A armadura vai perdendo o brilho e torna-se rígida, enferruja e confunde-se com a identidade do cavaleiro. Quando percebe que a armadura agora é para ele um obstáculo, descobre que já não a consegue tirar sem ajuda. Será que conseguirá tirar essa sua armadura enferrujada? Como o conseguirá? Qual caminho que terá que empreender? Diz uma máxima de sabedoria que “quando o discípulo está pronto, o mestre faz a sua aparição.” Estas e outras questões nos levarão a refletir sobre as múltiplas armaduras que nos revestem.
