12/03 | Sábado | 16h00

Ao abrigo da chuva copiosa da primavera, na tarde de sábado do dia 12 de março, o auditório da Biblioteca Municipal Galveias em Lisboa, encheu-se para ouvir falar de Agostinho da Silva, integrado no Ciclo de Conferências “Pensadores do Nosso Tempo” que a Nova Acrópole de Lisboa está a desenvolver em parceria com esta instituição.

O conferencista João Pedro Pio, formador na Nova Acrópole de Lisboa, começou por falar sobre aspetos biográficos deste carismático filósofo português do século XX. Referiu as suas origens portuenses, o seu notável percurso académico na Faculdade de Letras da Universidade do Porto onde se licenciou no curso de Filologia Clássica, e se doutorou com louvor. Falou da sua passagem como bolseiro em Paris e mais tarde em Madrid. Da sua colaboração na revista Seara Nova. E de como a sua oposição ao Estado Novo, o obrigou a partir, anos mais tarde, em direção à América do Sul. Uma vez aqui chegado, o contacto com este continente causou-lhe um grande impacto na sua forma de pensar e viver o mundo.

Poeta, ensaísta, professor, filólogo, pedagogo e tradutor, era sobretudo um defensor da liberdade e da criatividade individual. Dizia que “Em liberdade escolho servir os outros”. E que “Toda a ação humana é poesia.” Era totalmente contrário à visão massificante da sociedade e das pessoas, defendendo que todo o homem é um “poeta à solta”.

Através de mensagens claras e simples, procurou desmontar dogmas e certezas instáveis, marcando a sociedade da época, deixando-nos como legado ideias humanistas e de dignificação profunda do homem.