Nesta conferência que decorreu na sede da Nova Acrópole Lisboa, Cláudio Dumont, enquanto praticante e cinto negro da arte marcial Nei Kung, começou por falar sobre a origem desta arte marcial filosófica. Fundada com o objetivo de resgatar o espírito original, enquanto caminho de desenvolvimento humano.

A seguir, estabeleceu um paralelismo com o tema do medo, e de como as artes marciais nos podem ajudar a trabalhar com esta emoção. Começou por esclarecer a importância de compreendermos esta emoção para podermos lidar com ela da melhor maneira possível. Entendendo que o medo é uma ferramenta muito poderosa da natureza que nos permite identificar situações potencialmente perigosas e prepararmo-nos para a ação.

O medo e a violência são dois elementos que fazem parte da vida e da natureza. Se olharmos com atenção, com coração e mente abertas, vamos perceber que não são necessariamente negativos, mas, pelo contrário, em determinadas situações podem até ser necessários. A questão está em compreender com maior profundidade e, a partir desse entendimento, atuar a partir de um ponto de vista próprio de um ser humano, que sabe que a chave da ação está no autoconhecimento e no desenvolvimento de um caráter bem formado. Capaz de dominar e usar de maneira adequada os seus instintos e potencialidades, através de um controle adequado do medo e da violência, sendo assim capaz de superar as adversidades da vida, desenvolvendo o que tem de melhor como ser humano.