05 de julho de 2025
A encerrar o ciclo de conferências “Filosofia na Renascença Portuguesa”, Debora Ferrage voluntária da Nova Acrópole Lisboa, falou sobre a fascinante personagem da cultura portuguesa Leonardo Coimbra.
Começou por apresentar algumas notas biográficas sobre o ambiente histórico e político em que Leonardo Coimbra viveu, e sobre o seu percurso académico. Nascido em 1883 em Felgueiras, cedo se revelou um bom estudante. Passou pela Universidade de Coimbra, mais tarde pela Escola Naval de Lisboa, mas foi na Faculdade de Letras que terminou os seus estudos universitários, levando-o a enveredar pela vida de Professor de Liceu. De uma forma apaixonada entregou-se a esta profissão descobrindo a sua vocação de pedagogo.
Além desta sua faceta, também se veio a revelar um grande pensador e idealista, fundando em 1912, o movimento da “Renascença Portuguesa”. Corrente que procurou resgatar uma identidade portuguesa fundamentada no espiritual, nos valores morais. Ao longo da sua vida escreveu vários artigos em revistas e livros onde expressou as suas reflexões profundamente humanistas.
Débora falou depois de três ideias fundamentais que estão presentes no pensamento de Leonardo Coimbra – a Moral, a Educação e o Criacionismo. E ainda, no final debruçou-se sobre uma das obras mais emblemáticas do autor: “A alegria, a dor e a graça”.
Diz Leonardo Coimbra sobre a Educação: “A Educação dá a medida da liberdade humana.” Serve para preparar alguém para alcançar a moralidade, sentir a beleza e o perfume de uma flor, o sentido estético, que é “Economicamente inútil, mas moralmente sublime”.



