05 de abril de 2025

No dia 5 de abril realizou-se mais uma matiné filosófica na Biblioteca de S. Lázaro, integrada no ciclo “Épicos do mundo”, desta vez sobre o Mahabharata.

Conforme a conferencista, Ana Laura Ricci, membro da Nova Acrópole de Lisboa, referiu, o Mahabharata é o mais longo poema épico escrito. Longo, não só em extensão (horizontal), mas também em profundidade (vertical).

Ana Laura começou por situar a obra no tempo, identificando o seu compilador e fazendo referência aos planos histórico, mítico e moral da obra. A localização geográfica onde os acontecimentos narrados ocorreram e também, a identificação de algumas das suas personagens principais. Explicou-nos a situação e os acontecimentos que precederam a guerra de 18 dias descrita na obra, e os eventos posteriores a esta guerra.

Falou-nos no simbolismo da guerra e explicou que podemos ver a guerra/ morte como algo que necessitamos de deixar para trás para conseguirmos seguir em frente; que todas as personagens, boas e más, estão dentro de nós, e que esta é fundamentalmente, a descrição de uma Guerra Interior.

Falou-nos da importância da palavra, e em como se sai vitorioso e reforçado a todos os níveis quando cumprimos o nosso Dharma.

Ainda houve tempo para falar sobre os Ciclos do Tempo, e o simbolismo da morte de Krishna associado ao início de uma Nova Era, o Kali yuga.

Apesar do tema ser denso e extenso, a Ana Laura deu-lhe um toque de frescura e fez com que todos mantivessem o interesse e se elevassem com o aspeto mais místico do Mahabharata.