No dia 17 de Maio, no espaço do Museu dos Biscainhos, a Nova Acrópole dinamizou mais uma sessão dedicada aos Mitos.
Embarcando pelo fascinante mundo dos mitos e religiões antigas, foram exploradas duas figuras icônicas: Teseu, o grande herói ateniense, e Mitra, a divindade persa que conquistou o Império Romano.
Foram oradores o diretor da Nova Acrópole de Braga, Henrique Cachetas, que nos conduziu pela história de Teseu e o Professor de História de Arte, Mário Sousa Cunha, que nos transportou até ao mito de Mitra.
Teseu, fundador de Atenas, é um dos heróis mais célebres da mitologia grega, lembrado, principalmente, por sua façanha de derrotar o Minotauro, no Labirinto de Creta. Contudo desde a sua nascença encerra um conjunto de factos que lhe conferem uma individualidade mitológica. Seu mito representa a coragem, a astúcia e o triunfo do homem sobre o caos.
Mitra, tem origem no Zoroastrismo, uma divindade de origem persa, cujo culto se expandiu amplamente pelo mundo romano, dando origem ao Mitraísmo. Era visto como um deus da luz, do pacto e da justiça. Na iconografia mitríaca, Mitra é frequentemente representado matando um touro, considerado uma força primordial do caos. Essa ação simboliza a vitória do sol (Mitra) sobre as forças das trevas, restabelecendo a harmonia cósmica.
Cerca de dois séculos após o seu aparecimento no Império Romano, no séc. IV, e por influência do Imperador Constantino, o Mitraísmo vai dar lugar ao Cristianismo. Refira-se que o quadro ideológico deste vai buscar influências ao Mitraísmo.
Durante a apresentação, foram destacadas as semelhanças simbólicas entre Teseu e Mitra, que pertencendo a contextos culturais distintos, ambos compartilham um papel de combatentes do caos. Nas suas narrativas, encontram–se temas universais como o heroísmo, a transformação pessoal e a busca pela justiça.
Além disso, há semelhanças intrigantes em seus rituais e simbolismos. Ambos são figuras de transição, levando seus seguidores ou admiradores a um novo estágio de consciência ou entendimento.
Ao concluir esta reflexão, ficou claro como os mitos e religiões dialogam entre si, independentemente de suas origens.
Teseu e Mitra ilustram arquétipos universais de força, renovação e ordem, pelo que se torna relevante que seja possível continuar a explorar estas histórias, encontrando nelas novas interpretações para o nosso mundo moderno.
Na parte final, desta esclarecedora sessão, foi aberto o espaço ao diálogo com o auditório tornando o tempo de reflexão ainda mais enriquecedor pelas considerações que foram produzidas.









