14 de fevereiro de 2025

No dia 14 de fevereiro de 2025, na sede da Nova Acrópole Lisboa, aconteceu a segunda atividade do ciclo “A Arte de ver o Belo”, com a análise do quadro “O Sacrifício a Vesta” de Francisco de Goya.

Esta atividade foi conduzida por três membros que exploraram diferentes aspetos relacionados com a obra. Ana Catarina Henriques dirigiu a primeira parte da atividade, fazendo uma reflexão sobre a biografia do pintor espanhol, estabelecendo algumas relações históricas e políticas da época, e explorando a vida e as obras do pintor.

Luís Barbosa conduziu a segunda parte da atividade focando aspetos mais técnicos, falando sobre o estilo artístico e a composição presentes na obra.

Por fim, a Débora Ferrage guiou a terceira parte, explorando o aspeto mítico e simbólico do quadro, estabelecendo correlações entre a presença do fogo, a pira, a pirâmide e o sacrifício.

No quadro, a sacerdotisa parece viver um momento de culto à deusa romana Vesta, responsável por velar o fogo sagrado. Por isso, o fogo é o elemento central da composição. Este é um elemento associado à capacidade de transmutação, na medida em que o fogo se gera a partir da combustão da matéria, ou seja, nasce a partir do sacrifício da madeira que arde para gerar algo sublime como a luz e o calor. A palavra fogo, tem origem na palavra grega, que significa “pira”, e é também o prefixo de “pirâmide”.