20 de junho de 2025
No ciclo de conferências “A arte de ver o Belo”, desta vez foi tempo de falar sobre “A arte e espiritualidade da obra de Mondrian”, pela mão da Carla Bastos, da Ana Guerreiro e do Carlos Neves, voluntários da Nova Acrópole Lisboa.
A Carla Bastos fez o enquadramento biográfico e histórico do célebre pintor holandês, que viveu entre os séc. XIX e XX. O seu pai professor de desenho, incutiu-lhe o gosto pela Arte. Acabando por levá-lo, anos mais tarde, a obter formação artística na Academia das Belas Artes de Amesterdão. Cresceu no campo, de horizontes planos e longos o que deixou uma marca muito importante na sua obra.
Mergulhado no mundo positivista, sentiu necessidade, como oposição ao excesso de materialismo que atravessava, de enveredar por um caminho de espiritualidade. Para o qual contribuiu o contacto com as ideias da Teosofia de Helena Petrovna Blavasky. E dizia o pintor “A arte verdadeira é a expressão da Alma Universal”.
De seguida, a Ana Guerreiro falou sobre as ideias que aparecem representadas na obra de Mondrian. E sobre as diferentes fases artísticas, desde a pintura figurativa, até à grande abstração expressa através de figuras geométricas, sem volume. Com linhas horizontais como expressão do feminino e as verticais simbolizando o masculino. Na sua aparente simplicidade os quadros convidam o espectador a contemplar a pureza que ele evoca.
Por fim, o Carlos Neves mergulhou na composição de alguns dos seus quadros mais famosos e singulares, da sua fase de abstração, para traduzir os símbolos de ideias puras que o pintor procurou expressar, como os conceitos de Justiça, de Harmonia por oposição, a ordem e o equilíbrio.






