Na passada quinta-feira, 6 de Dezembro, o Palácio dos Aciprestes foi palco, ao final da tarde, de mais um café filosófico organizado pela Nova Acrópole em parceria com a Fundação Marquês de Pombal. Desta, o tema foi, «O que é o sentido da Vida?». Os participantes foram-se integrando em cada mesa formando equipas de três a cinco. A coordenação geral da actividade estava a cargo de Severina Gonçalves e a moderação de Antony Capitão. Na primeira fase, os integrantes de cada equipa debateram entre si as oitos perguntas que a organização ia facultando, naturalmente relacionadas com o tema geral, o sentido da Vida. De seguida, e após um intervalo de convívio, o porta-voz de cada mesa apresentou as suas conclusões. Estas foram muito interessantes, profundas e enriquecedoras. A fazer pensar!
Eis algumas das conclusões apresentadas pelas diferentes equipas:
– Esquecemos o Sentido quando o eu-social nos absorve;
– Encontramos Sentido quando há uma tomada de consciência;
– Podemos sempre ser humanos, independentemente da circunstância;
– A procura de Sentido é universal, em termos culturais;
– O Sentido da Vida é acordar!
– O Sentido é individual e colectivo ao mesmo tempo;
– A rotina faz-nos perder o Sentido da Vida;
– O Sentido é foco, á Algo maior, é a Vontade, vem da Alma, e não podemos viver sem Sentido;
– O que nos dá Sentido é a verdade;
– A massificação faz-nos perder a liberdade interna;
– Acreditamos num Sentido do Universo;
– Sentido é o propósito, finalidade, o que define a orientação do movimento;
– A descoberta do Sentido depende da vontade e não da idade;
– A mente egoísta faz-nos esquecer o Sentido;
– As dificuldades na vida são oportunidades para desenvolver liberdade interior;
– Sentidos individuais podem convergir no colectivo.
Seguiu-se um interessante debate entre duas equipas sobre a questão se existirá um Sentido transcendente, que ultrapassa a pessoa, que vem doutra dimensão. Já no final da sessão, Paulo Loução, Director da Nova Acrópole Oeiras-Cascais, realizou uma alocução sobre «O sentido da Vida como exercício espiritual» e a professora Severina Gonçalves encerrou a sessão realçando que na filosofia prática deve-se saber questionar mas também encontrar respostas e não cair no relativismo absoluto, no niilismo. Há valores, virtudes, Sentido que cada um pode descobrir enriquecendo a sua vida. Foi um grande momento de partilha filosófica. Prometemos mais para breve! :) NAOC





