A Nova Acrópole de Braga, em parceria com o Município de Braga, e no âmbito do projeto Filosofia nos Museus, realizou dia 11 de Outubro/2019, no Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa, um seminário e observação astronómica intitulado “Arqueoastronomia – dólmens e estrelas”. Apresentado pelo astrónomo Henrique Cachetas, este seminário mostrou-nos a Arqueoastronomia, ciência que estuda a astronomia aplicada por povos pré-históricos às suas construções, à luz da relação entre o Cosmos e o Homem. Os 3 Mundos ou dimensões humanas de que nos falavam os gregos, Nous (Espírito), Psique (Alma) e Soma (Corpo), e a correspondência do micro com o macrocosmos onde o Nous ou Mente Superior corresponde aos Corpos Celestiais. Importância do culto às estrelas nos monumentos antigos e a relação atribuída a certas orientações e momentos. De que forma o culto à Alma dos Astros e às influências estelares se encontra enraizado nos monumentos das antigas civilizações. Orientação das cidades romanas que sugere um padrão astronómico, com certas direções ligadas ao nascimento e ocaso solares em datas particularmente importantes do calendário romano, como a fundação de Roma, comemorada em 21 de Abril.

Os ciclos solares, o simbolismo das quatro Estações e a predominância da orientação da abertura das construções megalíticas nas direções do nascimento e ocaso solar nos Solstícios e Equinócios. Relação entre a maior preferência pela orientação na direção do nascimento do Sol no Solstício de Inverno e os antigos ritos de iniciação cujo simbolismo corresponde ao renascimento, ou o nascer de novo para a Luz, após a grande noite (morte). Referência a alguns dos maiores dólmenes e mamoas do litoral Atlântico da Península Ibérica, tais como a Anta Grande do Zambujeiro (Évora). Orientação dos templos egípcios de Karnak e Luxor.

Terminamos nos terraços do Museu e através do espelho e lentes de telescópio refletor, observamos o quinto maior satélite natural do sistema solar, a Lua, bem como o planeta Saturno e o seu proeminente sistema de anéis. A Nova Acrópole procura, com as suas atividades e iniciativas para a comunidade, ser uma organização promotora dos valores humanos e da cultura, tendo sempre por objetivo que cada ser humano possa conhecer-se a si mesmo, desenvolvendo o seu interior de forma ativa e verdadeira, para que mais facilmente possa cuidar de si, dos outros e da natureza. Agradecemos a todos os presentes, que ousam e procuram ser diferentes e ao Município de Braga, por apoiar as iniciativas desta organização para a comunidade.