Concluímos aqui um ciclo de quatro Cafés Filosóficos dedicados ao livro “Rumo à Vitória”, de Delia Steinberg Guzmán. desta vez com base no capítulo da Vitória.
Graças a este livro, descobrimos que o heroísmo é o esforço que põe em jogo a Vontade, o Amor e a Inteligência para se colocar ao serviço da Humanidade, em nome de tudo o que é sagrado e em benefício de todos os que necessitam de nós, desde as pedras até ao nosso planeta, a Terra. É a generosidade que se expressa em atos extraordinários. É embarcar numa grande viagem para tratar de chegar a saber quem somos.
Descobrimos que até o maior dos heróis sente medo. Se não fosse assim, teria perdido a parte de condição humana que lhe pertence. Todos os humanos experimentam medo em determinadas ocasiões e por diversas razões.
O que diferencia o herói daquele que não chegou a sê-lo, é que o herói se coloca acima do seu temor. Sem deixar de o sentir, pode subir a um degrau mais elevado, e daí governar as suas ações. Governar inclusivamente o medo.
Fomos em busca das origens da palavra coragem. Verificamos que este termo, utilizado em várias línguas com ortografia e pronúncia semelhantes, vem do latim: cor, cordis, “coração”, e agere, infinitivo de ago, agis, “obrar”. Descorimos que coragere é OBRAR COM O CORAÇÃO.
O esforço e a luta que precedem a toda vitória, grande ou pequena, manifestam-se especialmente nos planos mais internos da do ser humano. Não há dúvida de que muitos esforços exigem a ativa participação das nossas ações. Mas a raiz deste esforço está sempre naquelas coisas que conhecemos ou naquelas que queremos; a força do querer e a do saber são motores poderosos.
Este é o fundamento do ser heroico, espera-se que saiamos vencedores das provas que nos correspondem. Espera-se o nosso ato heroico.