Directora Internacional 2017-04-11T09:29:42+00:00

Directora Internacional

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Delia Steinberg Guzmán

Nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1943. Obteve a nacionalidade espanhola em 1975.
Começou os seus estudos musicais na infância e aos dezassete anos graduou-se como Professora de Piano e Composição no Conservatório Nacional de Música, de Buenos Aires.

Durante vários anos realizou estudos de aperfeiçoamento com a pianista argentina Flora Nudelman e, posteriormente, com o Maestro russo Hubert Brandenburg.

Obteve a licenciatura em Filosofia pela Universidade de Buenos Aires.

O seu interesse pela cultura e pela educação como instrumento de realização pessoal fê-la continuar os seus estudos noutras disciplinas, realizando cursos de especialização em Arqueologia, História, História da Música, Medicina Bioenergética e outras terapias naturais.

Actividades Musicais

A sua primeira apresentação em público teve lugar com a idade de dez anos. De seguida, foi convidada em numerosas oportunidades para actuar em ciclos de piano organizados por diferentes entidades e organizações, tais como a Associação Cristã de Jovens, Jovens Concertistas Argentinos, Ateneu de Cultura Artística, Novos Valores Musicais, Associação Harmonicus, Subsecretaria de Cultura do Ministério de Educação da República Argentina, Promoções Musicais e outras entidades oficiais e privadas.

Realizou numerosos concertos em salas de diversas entidades e em emissoras de rádio e televisão, tanto na Argentina como em outros países do continente americano, recebendo excelentes críticas na imprensa.
Por ocasião do 30° aniversário da morte do compositor francês Maurice Ravel participou, junto com outros artistas e jornalistas, numa homenagem ao músico falecido, no Centro Argentino de Engenheiros, em 7 de Julho de 1967.

Para promover os estudos musicais fundou em 1988, com intenção de o difundir a nível internacional, o Instituto de Artes Tristão, no qual exerce a docência em piano.

Este Instituto funciona actualmente em Espanha, Brasil, França, Israel e Alemanha com importantes actividades pedagógicas.

Coordena também cursos de audição musical em Espanha, entre os quais se destacam os dedicados à obra completa de J. S. Bach, W. A. Mozart, R. Wagner e R. Schumann.

Nessa linha de promoção de novos valores da Música instituiu, em 1975, o Concurso Internacional de Piano – que agora tem o seu nome – fazendo parte do corpo de jurados, e promovendo a carreira artística de jovens profissionais da música. O Concurso Internacional de Piano Delia Steinberg celebra-se anualmente em Madrid (Espanha), no qual participam jovens pianistas do mundo inteiro.

Docência e Investigação

Em 1966, ingressou na Organização Internacional Nova Acrópole, iniciando a sua formação no programa integral de estudos da Escola de Filosofia desta organização, com o professor Jorge Angel Livraga, seu fundador.

Ao nível de trabalho docente nesta instituição, ministrou aulas das disciplinas de História da Filosofia, Filosofia Moral, Simbologia, História das Religiões, Filosofia do Oriente, Psicologia e Estética Metafísica, Oratória e, em geral, todas as que fazem parte do Programa de Estudos, elaborando manuais de orientação pedagógica sobre estas matérias.

Ampliou a sua actividade como professora ministrando Cursos de Formação para outros professores e educadores da Nova Acrópole.

Ditou cursos e seminários monográficos em diferentes países da Europa, América e Ásia sobre temas como:

• “Pontos em Comum das Antigas Civilizações”
• “A dor e as suas causas”
• “Tradições esotéricas sobre a origem do homem e do Universo”
• “As Chaves da Astrologia”
• “Filosofia para Viver”
• “Angústia Juvenil”
• “Astrologia e Psicologia”
• “Egipto: Pensamento, Vida e Religião”
• “O Caminho iniciático de Santiago”
• “O Legado dos Templários”
• “A beleza metafisica da mulher”
• “Tradição e tempo”
• “Musicoterapia”
• “Cromoterapia”
etc.

A partir de 1977, e durante 25 edições, promoveu em Espanha, com âmbito internacional, um Concurso Literário de Contos no qual participou, também, como jurada ao lado de importantes figuras deste estilo literário.

De 1972 até 1991 foi a Directora em Espanha desta instituição, período durante o qual a actividade cultural de Nova Acrópole se estendeu por mais de trinta cidades do país.

Durante este período impulsionou actividades de docência em várias áreas.

Para crianças e adolescentes: Acampamentos, excursões, conta-contos, oficinas de iniciação à filosofia como instrumento de educação, etc.

Gabinetes de Medicinas e Terapias Integrais, com programas de formação contínua e de investigação para Médicos, Técnicos de Saúde, Terapeutas, etc. com workshops realizados em conjunto com prestigiados profissionais de Acupunctura, Laserterapia, Homeopatia, Magnetoterapia, Bioenergética, etc.

Acção social: Cursos e workshops de formação para voluntariado, com participação activa em programas de ecologia, ajuda social, ajuda em acidentes e catástrofes, centros de acolhimento de animais, etc., em colaboração com organismos oficiais. Todos eles com repercussão nacional e internacional.

Entre 1975 e 1991 foi também coordenadora das actividades de Nova Acrópole na Europa. Desde 1991, depois da morte do fundador de Nova Acrópole, professor Jorge Angel Livraga Rizzi, foi nomeada Directora Internacional, assumindo a gestão desta organização e da coordenação de seu trabalho formativo em todos os países nos quais está implantada esta Associação Internacional.

Publicações

Os seus escritos são muito variados, publicados em revistas e jornais sobre temas relacionados com a filosofia, a música e a cultura, em geral.

Desde 1972 dirige em Espanha a Revista “Cadernos de Cultura”, na qual publicou um bom número de artigos e rúbricas, tais como “Entre Nós”, “Ao Final do Dia”, “Algo Para Contar” e “Perguntemo-nos”, dedicados a promover a reflexão filosófica no meio das actividades quotidianas.

Desde o ano 2000, dirige igualmente a revista cultural “Esfinge”, de ampla difusão em Espanha e nos países ibero-americanos.

Livros e manuais publicados:

Escreveu mais de trinta livros e manuais sobre Filosofia Prática, Psicologia, Antigas Civilizações, Astrologia, etc. Entre os quais, destacamos :

• “Os jogos de Maya”, Madrid, 1ª ed. 1980, 2ª ed. 1982
• “Hoje ví…, Madrid,1983
•”Disseram-me que…”, Madrid, 1984
• “O Herói quotidiano”, Madrid, 1ª ed. 1996, 2ª ed. 2002
• “Amor platónico, amor sexual”, Lima, 1998
• “Porque acreditar na reencarnação”, Lima, 1999
• “Razões para ver a vida com optimismo”, Lima, 1999
• “A arte de saber elegir”, Lima, 2002
• “A beleza metafísica da mulher”, Lima, 2002
• “A alma da mulher”, Madrid, 2002
• “Liberdade e inexorabilidade”, Madrid, 2002
• “O carácter segundo os astros”, Madrid, 2002
• “Esoterismo prático”, Madrid, 2002
• “A vida depois da morte”, Madrid, 2002
• “O carácter segundo os astros”, Madrid, 2002
• “Filosofia para viver”, Madrid, 2005
• “O que fazemos com o coração e a mente?”, Madrid, 2005
• “Sou realmente livre”, Lima, 2005
• “Pensamentos “, Lima, 2007

Todos eles publicados em espanhol e traduzidos para francês, inglês, alemão, turco, russo, checo, português, grego e outras línguas.

Desde 1995, dirige a publicação de um Anuário com a memória das actividades da Nova Acrópole nos quarenta e oito países onde tem delegações e onde se reflecte a acção directa e a participação que a organização tem na sociedade, nos âmbitos da cultura, da ecologia, da música, da medicina, das artes marciais e da problemática social, com o espírito de unidade e diversidade que a caracteriza e cujo impulso e realização vem desenvolvendo há mais de quarenta anos.

O Anuário com a memória das actividades publica-se em espanhol e inglês, e distribui-se em todo o mundo tanto a pessoas singulares como a nível institucional.

Reconhecimentos

Pelo seu trabalho como Directora da Nova Acrópole, recebeu em 1980, a Medalha de Prata das Artes, Ciências e Letras, outorgada pela Sociedade Académica de Educação e Fomento, acreditada pela Academia Francesa.

Carta da Presidência

É inevitável referir a crise económica que de uma ou de outra forma está a afectar tantas pessoas no mundo.

Por um lado, demo-nos conta de que graças ao modelo socioeconómico das últimas décadas, os ciclos do progresso material influem mais nas nossas vidas do que tínhamos imaginado ou desejado. Por outro lado, a crise foi uma ocasião interessante para constatarmos que os seres humanos têm outros valores sobre os quais se sustêm nos momentos difíceis. Especificamente, a filosofia, como estilo de vida ajuda-nos a reformular as eternas perguntas e a redescobrir as respostas válidas que com o passar do tempo não perdem valor, muito pelo contrário. Todavia, continua a ser uma grande questão saber quem somos, para que estamos no mundo, qual é o nosso papel nesta história que se tece dia-a-dia.

Seria demasiado triste crer que a nossa única função é sobreviver medianamente ou, no melhor dos casos, esforçarmo-nos para chegar a uma sobrevivência de melhor nível, com mais riquezas que nem sempre se podem aproveitar.

Os bens materiais indispensáveis são totalmente necessários. Mas há muitas pessoas que possuem mais do que se possa supor e que, no entanto, não conseguiram dissipar a dor nem a infelicidade. Em contrapartida, há quem disponha do justo, e às vezes menos, e consegue conquistar uma grande paz interior ao desenvolver valores humanos autênticos.

Como Filósofos e aspirantes ao recto conhecimento, comprovamos que o bom, o belo, o verdadeiro e o justo continuam a ser elementos imprescindíveis para alcançar a felicidade.

A filosofia e a felicidade têm muitas coisas em comum.

As crises são situações especiais para descobrir estas coincidências, para nos ajudar a superar as dificuldades e a superarmo-nos a nós mesmos, alargando os nossos limites de crescimento moral e espiritual.

Vale a pena recordar as célebres palavras do cientista e filósofo Albert Einstein:

“A crise é a melhor bênção que pode suceder a pessoas e a países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, as descobertas e as grandes estratégias.

Quem supera a crise supera-se a si mesmo sem se sentir “superado”.

Quem atribui à crise os seus fracassos e penúrias, violenta o seu próprio talento e valoriza mais os problemas do que as soluções. Sem crise não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há méritos. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora que é a tragédia de não querer lutar por superá-la”

A Nova Acrópole, em harmonia com estas ideias, aposta no talento e na criatividade e promove as oportunidades que uma Filosofia vital brinda para que o impulso individual possa resultar em benefício de toda a humanidade.

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