Assembleia Geral 2017-04-11T09:29:34+00:00

Resoluções da Assembleia

2015 – RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL

Guatemala Antiga (Guatemala)

Declaração Geral

A) A Assembleia Geral da OINA reafirma-se na sua vontade de desenvolver o acesso de todos ao conhecimento filosófico e fazer da prática filosófica uma muralha contra a violência e as enfermidades morais que vêm afectando a sociedade do nosso tempo, promovendo uma renovação ética, com o contributo vivencial de valores transcendentais que impliquem uma renovação profunda dos seres humanos.

Portanto, o papel da Assembleia Geral é transmitir não apenas uma inspiração ética mas, também, fomentar o desenvolvimento prático de linhas de acção básicas com o objectivo de as plasmar em cada uma das Associações nacionais da OINA.

Por isso, aconselha as Associações federadas à OINA a realizarem programas de ensino da Filosofia, da Cultura e do Voluntariado e do mais variado tipo de actividades com sentido filosófico, que permitam desenvolver aprendizagem e acções não apenas através de actos positivos e construtivos para a Sociedade ou a Natureza, mas também para tomar consciência da necessidade de prevenir sobre actos que resultem prejudiciais para a Sociedade ou para a Natureza.

B) A Assembleia Geral recorda que os Programas de Estudos da OINA, como escola de Filosofia à maneira clássica, fundamentam-se na necessidade de formação do ser humano com o propósito de melhorar a sociedade e o entorno natural por meio de uma atitude generosa de restituição social.

C) A Assembleia Geral reconhece a acção da OINA no mundo e aconselha a continuação do ingente e importante trabalho de acção social e cultural realizado no passado exercício e continuar com a colaboração e participação activa junto de Instituições e organismos públicos e privados com o fim de potenciar a sinergia necessária entre as organizações que trabalham pela filosofia, cultura e voluntariado.

Por isso, propõe continuar com o desenvolvimento de grupos de trabalho e acção social que contribuam para a formação e educação dos seres humanos na preservação e melhora do planeta Terra e das sociedades humanas.

D) A Assembleia Geral aprova as acções realizadas durante o exercício passado pelas distintas organizações e associações vinculadas à OINA em matéria de defesa do meio-ambiente e formação filosófica e social, como pode comprovar-se no Anuário de Actividades apresentado nesta Assembleia Geral.

 

A OINA recorda que as investigações relativas ao Conhecimento permitem promover a parte essencial do ser humano, por intermédio do desenvolvimento do seu entendimento, intuição e vontade de libertar-se do egoísmo, do materialismo, do fanatismo, da violência e da corrupção moral com o fim de contribuir para o aumento da consciência pessoal e colectiva de viver juntos numa fraternidade tal como aparece estabelecido no primeiro dos Princípios fundadores da OINA como um dos critérios fundamentais que podem conformar o futuro da humanidade.

2014 – RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL

A) Fomentar o conhecimento filosófico e fazer do exercício filosófico um modo de vida quotidiano que aproxime os seres humanos à convivência e à solidariedade, que se inspire nos valores éticos e de cidadania, com o fim de poder enfrentar com maior eficácia a crise global que a Humanidade está a viver.

Para isso, propõe às associações federadas da OINA, a realização de programas conjuntos no âmbito da Filosofia, da Cultura e do Voluntariado através de acções que enalteçam a dignidade humana.

B) O Programa de Estudos da Escola de Filosofia à maneira clássica corresponde ao expoente máximo do importante trabalho de formação que a OINA brinda em todo o mundo.

Para isso, propõe às associações federadas da OINA que, atendendo a que prioridade dos seres humanos é melhorarem-se como tal num quadro de respeito e confraternidade com o fim de impulsionar o desenvolvimento de uma sociedade melhor, fomentar o desenvolvimento dos distintos níveis deste Programa de Estudos nas suas diferentes categorias de Titulado, Especialista e Mestre.

C) Reconhece que durante o exercício passadose realizou uma notável actividade em todo o mundo, com mais de duzentas sedes, a acção da OINA revela-se extremamente eficaz, tal como tem sido reconhecido por importantes instituições públicas e privadas, que têm elogiado o trabalho humanitário e filosófico da Nova Acrópole.

Para isso, propõe às associações federadas da OINA, que continuem com a implementação de grupos de acção social com o fim de apoiar homens e mulheres com dificuldades ou desamparados, dando prioridade aos sistemas de formação e educação que a Nova Acrópole estabeleceu para continuar a aportar uma ajuda eficaz e real nas diferentes regiões do planeta onde exerce as suas actividades.

D) As acções realizadas pelas diferentes organizações e associações vinculadas à OINA durante o exercício passado,em matéria de defesa do meio ambiente foram verdadeiramente louváveis, como se pode comprovar no Anuário de Actividades que se apresenta a esta Assembleia Geral.

Por isso, lembra a todas as associações federadas à OINA a necessidade de preservar o nosso planeta comum, a Terra, e de prosseguir as suas acções educativas e concretas no âmbito da ecologia e do meio ambiente, tendo em conta a proposta das Nações Unidas no seu Programa para o Meio Ambiente (PNUMA) que faz um apelo ao prémio Campeões da Terra 2014, com o qual deseja recompensar e avalizar as acções de liderança que têm tido um impacto positivo no meio ambiente.

2013 – RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL

 

A) Tendo em conta a desestruturação social que se está a produzir em muitos lugares do mundo e a luta de todos contra todos que deteriora de maneira alarmante as relações humanas.

A Assembleia Geral manifesta que é necessário e urgente recuperar os valores éticos que formam os pilares da convivência entre os seres humanos, com o fim de fomentar a consciência da “grande família que é a humanidade”, e para que esta reflexão não seja mais do que uma lucubração sem sentido prático, a OINA deverá fomentar em todas as suas actividades um resgate dos valores permanentes e das virtudes humanas.


B) Tendo em conta que a ninguém lhe escapa que vivemos num mundo em crise, num mundo de grandes mudanças, no Ecológico, no Social.

A Assembleia Geral recorda a todos os países associados e federados à OINA que é necessário uma “mudança ecológica” que denuncie a exploração irracional dos recursos naturais do Planeta e alerte sobre a industrialização descontrolada que provocou o aquecimento global da Terra com as consequências nefastas que isso provoca no derretimento dos polos e no aumento do nível dos mares e oceanos.

No social, devemos ter em conta que o século XXI será o século das migrações globais na busca de novos horizontes de subsistência gerando, como consequência, um desenraizamento social e familiar, para o qual a Nova Acrópole deve trabalhar de maneira efectiva em todos os países onde se desenvolvem actividades de modo a paliar a “desumanização da sociedade”. Assim, Que se intensifiquem os Programas internacionais destinados à protecção do meio ambiente promovendo a colaboração com outras instituições.


C) Tendo em conta que é urgente realizar propostas que gerem soluções alternativas e que, para além disso, coincidam com as recomendadas pelos diversos Organismos Internacionais de modo a gerar sinergias, a OINA volta, portanto, a destacar a peremptória necessidade em levar a cabo Programas de acção e actividades que fomentem a fraternidade e a tolerância, o conhecimento e o desenvolvimento integral dos seres humanos.

A Assembleia Geral manifesta-se de acordo com que estas ideias se relacionem intimamente com as três Áreas de Acção que, tanto a nível individual como social, a OINA propõe: a Filosofia, a Cultura e o Voluntariado.

D) Tendo em conta o êxito obtido durante estes últimos anos na celebração do Dia Mundial da Filosofia.
A Assembleia Geral manifesta-se de acordo em continuar a manter as actividades relacionadas com o Dia Mundial da Filosofia promovida pela UNESCO, quando se cumpre o seu décimo Aniversário. Recordando que esta Jornada se realiza, a cada ano, na terceira quinta-feira do mês de Novembro, destacando a importância que a filosofia tem na nossa vida quotidiana e a necessidade, como se declarou anteriormente, de realizar uma reflexão construtiva sobre o mundo e os problemas que afectam a Humanidade. Recordar que dentro da OINA agrupam-se mais de 50 países que reúnem manifestações filosóficas provenientes de culturas, costumes e línguas diferentes, dando à celebração do Dia Mundial da Filosofia um valor acrescentado, uma vez que em cada uma das milhares associações locais, regionais e nacionais que se fazem parte da OINA, desenvolvem-se actividades importantes no âmbito de Encontros, Conferências, Debates Filosóficos, Eventos Artísticos e Culturais.


E) Tendo em conta as enormes actividades realizadas no âmbito da promoção da leitura e da constituição dos Clubes de Leitura em países distintos associados à OINA.

A Assembleia Geral manifesta-se de acordo em continuar com estas actividades promovendo o gosto pela leitura, especialmente entre os jovens.


F) Tendo em conta que os países mais avançados tecnologicamente em astronomia já detetaram e avisaram sobre a iminência, neste ano, de uma das tormentas solares de radiações electromagnéticas mais explosivas dos últimos séculos das que se têm registos científicos, assim como a aproximação do que se tem dado a chamar pela NASA de Near Earth Object como grupo de asteroides, cuja passagem próxima da Terra pode ocasionar desastres naturais.

A Assembleia Geral manifesta-se de acordo em tomar todas as precauções necessárias e a reflectir como filósofos e cidadãos sobre as relações entre o nosso Planeta e o Sistema Solar no seu conjunto.

 2012 – RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL

A) A Assembleia Geral da OINA, na sua reunião anual de 2012, na cidade de São Paulo (Brasil), faz questão realçar com ênfase, continuando este ano com o seu desenvolvimento, os seus três pilares: a filosofia, a cultura e o voluntariado:

Reconhecendo a necessidade de reforçar os laços de solidariedade, a Assembleia Geral da OINA entende que, a filosofia constitui uma via de consciência que permite às pessoas o acesso à compreensão da condição humana; que a cultura fortalece a abordagem às diferentes manifestações do conhecimento, dos vários povos que enriquecem o nosso planeta; e que o voluntariado é confirmado como um método válido de colaboração social, que nos integra no amor ao outro, como uma via prática para alcançar maiores níveis de cooperação, e com o fito de desenvolver programas que fomentem o diálogo e a convivência.

Recomenda, a todas as associações da Nova Acrópole, federadas na OINA, que intensifiquem as suas actividades nestas três áreas de cultura, filosofia e voluntariado, como até hoje, mas fortalecendo estes métodos de acção contra a actual crise que assola o planeta de maneira global, e onde estas três vertentes da acção humanitária podem ajudar a aliviar a dor gerada pela crise.

B) Como já assinalámos em ocasiões anteriores, a Assembleia Geral da OINA entende que a crise económica e social, que permeia de maneira alarmante a Comunidade internacional, tem as suas raízes mais profundas, na crise de valores morais e éticos.

Reconhecendo que, como se depreende dos relatórios elaborados pela Organização das Nações Unidas, uma crise de proporções globais está afectando o planeta e sacode os grandes bancos, as grandes companhias, as grandes empresas, com efeitos devastadores para os cidadãos de todo o planeta, encarecendo o nível de vida, destruindo empregos, gerando pobreza, sem parecer vislumbrar-se uma saída, a curto prazo.

Recomenda ter presente que, muito provavelmente, a raiz deste dano económico e social que sofre a nossa sociedade tem as suas as causas, na detioração que durante os últimos anos tem sofrido o respeito aos valores morais e éticos, gerando uma via aberta à corrupção que tem afectado os líderes políticos e empresariais. Portanto, é necessário e urgente a recuperação dos valores mais elementares que são os que sustentam o conceito de dignidade humana, e que a OINA, nos diversos países onde realiza o seu trabalho filosófico, pode promover, através de conferências e eventos públicos, ajudando a consciencialização da necessidade de um rearmamento moral a nível planetário.

C) Dada a importância que tem o Anuário, publicado anualmente a nível internacional, porque por meio dele a comunidade internacional pode comprovar o trabalho exemplar de valores morais e de solidariedade que a OINA realiza em mais de 50 países do mundo.

Reconhecendo que durante mais de dez anos a publicação do Anuário das Actividades da OINA se tornou uma referência internacional do nosso trabalho filosófico, cultural e voluntário, e que em numerosas ocasiões foi pedido o nosso apoio e trabalho por parte das autoridades dos diferentes países em que desenvolvemos a nossa actividade.

Recomenda continuar com a publicação e divulgação do mesmo, através de seu texto em versão impressa e em formato digital, a fim de continuar a promover valores, sem esquecer a importância do site internacional da OINA e os sites oficiais de cada uma das associações aderentes.

D) Dado que a UNESCO estabeleceu, durante o mês de Novembro, o chamado “Dia Mundial da Filosofia”, com importantes implicações nos diferentes estados membros desta organização, e recomenda a sua aplicação no contexto da sociedade civil.

Reconhecendo que a OINA tem vindo a desenvolver há vários anos uma quantidade considerável de trabalho neste sentido, celebrando nos países onde funcionam as suas delegações, actividades específicas para o Dia Mundial da Filosofia, durante o mês de Novembro, com importantes repercussões local e internacional.

Recomenda continuar este importante trabalho de divulgação dos valores filosóficos tendo em conta que o conhecimento filosófico, como uma “arte de viver”, é um dos pilares fundamentais das actividades da OINA e um modo de fomentar a difusão do “conhece-te a ti mesmo” como o foi transmitido pelos filósofos clássicos.

E) Tendo em conta que no âmbito das actividades internacionais levadas a cabo pelos diferentes delegados da OINA, um importante e significativo trabalho é a cooperação com as organizações e entidades internacionais, nacionais e locais.

Reconhecendo a importância das actividades realizadas neste contexto pela OINA, destacamos a actividade realizada em Dezembro de 2011, perante o Conselho Permanente da OEA, apresentando as suas recomendações para fortalecimento de uma cultura democrática nas Américas, no marco do décimo aniversário da Carta Democrática Interamericana. Tendo em conta que a OINA está presente em 20 dos 35 países membros da Organização dos Estados Americanos, e está registada como uma Organização da Sociedade Civil para a Organização dos Estados Americanos (OEA) no Chile.

Recomenda continuar este importante trabalho não só a nível regional, no âmbito da Organização dos Estados Americanos, mas também ampliar o contexto às Nações Unidas, onde a OINA pode fazer um trabalho de aprofundamento do diálogo na sociedade civil e da convivência entre os cidadãos.

F) Tendo em conta que a população mundial passou dos seis biliões de pessoas, no ano 2000 para sete biliões de pessoas até o final de 2011, e que este crescimento exponencial, para fornecer a capacidade de alimentação e segurança para os seres humanos, torna-se cada vez mais complexo.

Reconhecendo que as zonas de maior densidade populacional se encontram, principalmente nos países em vias de desenvolvimento, onde a pobreza e a fome são males endémicos.

Recomenda às associações aderentes à OINA, que aumentam o seu trabalho de ajuda social e apoio às classes mais desfavorecidas, a fim de aliviar os grandes desequilíbrios que assolam o ambiente em que se trabalha, aplicando os critérios de subsidiariedade com base no qual se pode dar uma melhor cobertura das necessidades sociais mais próximas a cada uma das associações, dada a vantagem que as actividades da OINA se desenvolvem em mais de 50 países, distribuídos pelos diferentes continentes.

G) Recordando a terrível catástrofe natural que afectou o Japão em Março de 2011, com a dupla vertente de um sismo e um tsunami que devastou em poucas horas, grande parte do Nordeste do país, provocando, como consequência, um vazamento de radiação na Central de Fukushima.

Reconhecendo a necessidade de prever, na medida do possível, este tipo de catástrofes naturais que a cada dia estão se tornando mais visíveis em todo o planeta, está-nos a evidenciar a fragilidade do nosso meio-ambiente.

Recomenda ter muito presente em todas as sedes da Nova Acrópole sistemas de protecção e segurança apropriados para tais acidentes e realizar periodicamente simulacros de evacuação com o objectivo de estarmos preparados para essas situações de emergência, e também colaborar com outras organizações, a fim de criar uma rede de protecção dos cidadãos em lugares onde funcionam as nossas sedes.

H) Dado que a UNESCO nomeou 2012 como o Ano Internacional da Leitura, é particularmente apropriada para promover a arte de ler entre as diferentes camadas da população.

Reconhecendo que através das leituras, os povos avançam através do cultivo da cultura, para melhor e mais amplos graus de consciencialização ao nível da cidadania e da percepção e humana.

Recomenda a promoção da leitura nos diferentes países aderentes à OINA, e a criação de “clubes de leitura” tomando partido das magníficas bibliotecas que as nossas sedes possuem, servindo deste modo como um estímulo ao conhecimento e proporcionando, além disso, um contributo prático e social.

2011 – RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL

A Assembleia Geral da OINA, na sua reunião anual de 2011 na cidade de Viena (Áustria), deseja dar ênfase tomando, assim, a resolução de continuar este ano com o desenvolvimento dos seus três pilares, a filosofia, cultura e voluntariado:

Reafirmando a nossa convicção de que a filosofia e o acesso ao conhecimento não só devem ser teóricos mas também devem ter um sentido prático que nos permita enfrentar a vida com sabedoria, e assim, como nos legaram os ensinamentos dos filósofos clássicos, podermos alcançar a felicidade através da compreensão de nós mesmos e do respeito para com os outros, como um sinal de verdadeira convivência que nos faça a todos mais humanos e mais tolerantes.

Reafirmando o valor da cultura como o fundamento necessário para que o conhecimento da história da humanidade nos dote dos instrumentos necessários para compreender melhor o nosso momento histórico e avançar em direcção ao futuro com projectos práticos que dotem os seres humanos e, em particular, as novas gerações, do acesso à educação de uma maneira genérica, sem discriminação de nenhum tipo, com o fim de alcançar valores éticos, morais e permanentes que reforcem a dignidade humana e protejam os seus mais elementares direitos de vida e convivência.

Reafirmando a necessidade de oferecer de um modo altruísta as nossas energias e o nosso apoio, por meio de acções de voluntariado, que nos permitam ajudar aqueles que, na indigência, na falta de conhecimentos, na falta de meios, não podem alcançar os mais elementares fundamentos da sobrevivência. Esta ajuda não só deveria ser concedida ao o meio humano mas também o meio ambiente, dado que este último resulta no suporte necessário para a habitação do primeiro, pois o planeta é a casa de todos.

Neste sentido, e do mesmo modo que em anos anteriores, a Assembleia Geral da OINA reafirma-se na sua convicção de continuar a apoiar as iniciativas das diferentes Organizações Internacionais e as Organizações não-governamentais que, do mesmo modo que a OINA, trabalham audaciosamente por melhorar a saúde do planeta e a convivência entre os seres humanos que o habitam. Por isso, reafirmamo-nos na continuaçãodo trabalho de apoio à comemoração de efemeridades de carácter internacional que, para além de uma mera proclamação necessitam de organizações como a OINA, e outras tantas no mundo que apoiem estes projectos fomentando a colaboração internacional para alcançá-los.
Tendo em conta que o ano 2011 foi declarado como o Ano Internacional do Voluntariado, e que a Organização das Nações Unidas elaboraram um relatório sobre o Estado do Voluntariado no mundo, promovendo um debate sobre o voluntariado ao nível planetário.

Tendo em conta que o voluntariado é um meio para ajudar à redução da pobreza, ao desenvolvimento sustentável, às mudanças climatéricas, à prevenção de desastres no marco que foram assinaladas na Declaração do Milénio e nos objectivos de desenvolvimento do Milénio das Nações Unidas.

Sem esquecer que para além das Nações Unidas, a União Europeia também declarou, consequentemente o Ano Europeu do Voluntariado onde, em particular, os membros e associações aderentes na Europa realizam há dezenas de anos um importante trabalho de voluntariado.

Decidimos continuar com o enorme trabalho de voluntariado que desenvolve a Organização Internacional Nova Acrópole em mais de cinquenta países, tal como se vem reflectindo anualmente no Anuário Internacional publicado em espanhol e inglês distribuído em todo o mundo. Apoiar todas as associações federadas à OINA com o fim de cobrir do modo mais efectivo possível as relações entre a sociedade civil e as instituições para que a efectividade da acção de voluntariado possa cobrir e paliar as grandes deficiências sociais e culturais que afrontam a humanidade no actual milénio.

Recordar que a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por Resolução (A/RES(61/198) em que se declara o ano 2011 o Ano Internacional das Florestas, com o fim de tomar consciência que as florestas são parte integrante do desenvolvimento sustentado do planeta pelos benefícios económicos, socioculturais e ambientais que proporcionam.

Neste sentido os membros e associados aderentes da OINA têm vindo a realizar desde há mais de vinte anos campanhas de florestação nos diferentes continentes onde actuam, portanto, recomendamos com ênfase a continuação deste importante trabalho, e fazê-lo particularmente neste ano dedicado às Florestas com o mesmo ou maior enfâse se possível que em anos anteriores. Sem esquecer, o importantíssimo trabalho realizado pela OINA durante a década passada, e também nesta recente década que acaba de começar, de campanhas efectivas de prevenção de incêndios, de reflorestação face aos  desastres naturais e de vigilância das florestas realizadas por voluntários das organizações da Nova Acrópole em diferentes países com grandes massas arbóreas, assim como as campanhas de educação ambiental que se vem desenvolvido ultimamente com evidente efectividade na prevenção e protecção das nossas florestas que são o pulmão do planeta.

Recordar que a Organização de Estados Americanos declarou o ano 2011, o ano internacional da Cultura, com o fim de promover a educação e a cultura na Ibero-América.

Destaca-se que o importante trabalho em prol da cultura e da educação que se está a realizar pela Nova Acrópole em todo o mundo e, em particular, nos países latino americanos, é um reflexo da consciencialização que os seus membros têm de que a cultura e a educação são os pilares fundamentais da paz, da tolerância e da convivência. Nesta linha de actuação, recomenda-se aos membros e associados que continuem com este trabalho em prol da cultura e da educação completando nos países Ibero- Americanos o impulso dado pela Organização dos Estados Americanos.

Por outro lado, a Assembleia Geral da OINA reafirma a sua convicção o trabalho na continuação do desenvolvimento de valores morais éticos, que é um dos seus objectivos fundamentais, já que constituem o suporte fundamental da formação do carácter que permitem aos seres humanos a compreensão da Humanidade como uma irmandade de voluntários, onde todos os homens e mulheres pertencem à mesma família, não de um modo especulativo e teórico, mas sim de uma maneira efectiva que nos faça participes tanto da dor como da felicidade alheia, para que tal nos permita caminhar juntos na construção de um mundo melhor e mais habitável.

2010 – RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL

A Assembleia Geral da OINA , na sua reunião anual de 2010 na cidade de Chincha (Perú), determina para este ano:

Recordar o seu compromisso com uma cultura de paz e não-violência, tal como foi definido pela Organização das Nações Unidas por ocasião da década internacional para a promoção da cultura da não-violência e da paz, visando o beneficio das gerações futuras. Esta cultura fundamenta-se nos valores, atitudes e comportamentos que se reflictam e inspirem na interacção social e em espírito de solidariedade, fundamentados nos princípios de liberdade, justiça e democracia, que possibilitem a resolução  dos conflitos existentes na Comunidade internacional, graças há análise das suas causas profundas, o diálogo e a negociação.

Incentivar os membros e as associações aderentes a participarem plenamente no processo de desenvolvimento da sociedade, através da educação por meio da filosofia, que implica reflexão e acção, e oferecendo um exemplo de convivência harmónica.

Solidarizar-se  com a Declaração da Assembleia Geral das Nações Unidas de 17 de Dezembro de 2007, que declara o ano de 2010 como o Ano Internacional da aproximação das culturas, e recomendar aos membros e associações aderentes a organização de encontros e actividades, ao longo deste ano, subordinados ao diálogo inter-religioso e intercultural, assim como sobre a cooperação a favor da paz, que originem um dialogo a alto nível e/ou um intercâmbio com a sociedade civil.

Promover  a imagem da Associação internacional OINA como um exemplo de aproximação entre culturas, já que com a sua presença em mais de cinquenta e cinco países do mundo, tem conseguido fomentar uma boa base e profunda comunicação entre os membros das suas associações aderentes por meio do estudo da filosofia, demonstrando os efeitos benéficos que têm a diversidade cultural e o intercâmbio de experiências entre diferentes culturas.

Destacar  que os problemas que oprimem o mundo de hoje através das crises económicas, sociais e ecológicas, têm demonstrado um impacto e amplitude sem procedentes, exigindo a necessidade de um debate, um diálogo e um intercâmbio de ideias entre todos os povos do mundo que dê lugar ao nascimento de um Novo Humanismo  para os séculos XXI e futuros.

Recordar  que 2010 será, também, o Ano Internacional da Biodiversidade, já que a ONU lançou um apelo: recordar que o ser humano é parte integrante da natureza e que o seu destino está intimamente ligado à biodiversidade em todo o planeta. A ONU recorda, também, que a riqueza que a diversidade oferece corre o perigo de desaparecer de um modo acelerado como consequência das actividades humanas que nos afectam a todos, sem excepção, pela deterioração alarmante dos sistemas de vida que provoca as alterações climáticas.

Recomendar  a promoção de todos os programas e acções que permitam proteger a riqueza insubstituível da vida natural, com o fim de reduzir a perda da biodiversidade, recordando que esta é vital para o bem-estar presente e futuro da humanidade, com o fim de manter o equilíbrio da vida na terra.

Unirmo-nos ao sofrimento das vítimas dos recentes terramotos no Haiti e no Chile, recordando, não só a necessidade de promover equipas e postos de socorro e de resgate para ajudar e curar as vitimas, além de também, ajudar e ensinar as populações afectadas a efectuar a reconstrução dentro de um espírito de solidariedade.

Recordar  que estes desastres naturais assinalam-nos as fragilidades do nosso planeta e a relatividade da vida, e a necessidade dos seres humanos darem o melhor de si mesmos ao serviço da humanidade.

2009 – RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL

A Assembleia Geral da OINA na sua reunião anual de 2009 na cidade de Bol, Ilha de Brac (Croacia) deseja ressaltar que:

Perante a crise que este ano se desencadeou na orbe planetária, a Assembleia Geral da OINA deseja manifestar a sua preocupação no sentido em que a mencionada crise não só está a afectar o plano material com um consequente desastre na economia mundial, como também se, está a ressentir dos valores fundamentais em que se apoia a convivência humana.

Desse modo determina:

  1. Reafirmar a sua convicção de que o conhecimento filosófico é uma das vias fundamentais por meio das quais se fortalecem os valores e se fomenta uma atitude estóica face às circunstâncias da vida, que permite enfrentar os infortúnios com maior cuidado e ânimo sereno.
  2. Que o termo “crise” significa etimologicamente “mudança” e que, como tal, toda a ”mudança nos acontecimentos” resulta numa oportunidade fundamental para realizar um balanço no pessoal e no colectivo que nos permita distinguir o que é permanente e válido do que é passageiro e supérfluo. Como assinalou Albert Einstein, ao referisse às crises “Não pretendamos que as coisas mudem, se fazemos sempre o mesmo” A crise é a melhor bênção que pode suceder às pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, as descobertas, e as grandes estratégias”.
  3. No entanto, uma boa parte da Humanidade encontra-se desvalida e a crise, longe de servir como incentivo, pode afunda-la ainda mais na miséria, pelo que, através da OINA, que se encontra implementada em mais de cinquenta países no mundo, se pode realizar um importante trabalho de ajuda, brindando os mais necessitados com apoio material, psicológico e espiritual para enfrentar a crise com maior eficácia.
  4. Continuamos, como há mais de três anos consecutivos, no âmbito do Dia Mundial da Filosofia que se celebra por iniciativa da UNESCO, a desenvolver um amplo programa de comemoração, relacionando a filosofia com as artes, com a história, com a promoção dos valores e as ideias filosóficas, dentro das mais variadas actividades que se recolhem e divulgam no Anuário publicado pela instituição.
  5. A Assembleia Geral da OINA reitera a sua convicção na necessidade de continuar a proteger o meio ambiente, como uma base necessária para os seres humanos encontrem o habitat apropriado para desenvolver as suas potencialidades e a consciência de que a Terra é a casa comum da Humanidade. Pelo que se deve desenvolver, em todos os países em que se encontre implementada, um esforço importante em benefício do equilíbrio ecológico por meio de cursos e conferências de consciencialização ecológica e sobretudo, com acções específicas e práticas na protecção do meio natural, como a plantação de árvores, o cuidado e a limpeza de espaços naturais e a ajuda contra as catástrofes, sejam estes naturais ou provocados pela mão do homem.
  6. Tal como na Assembleia Geral do passado exercício, a OINA continuará a participar em eventos de carácter internacional, convidada pela Organização das Nações Unidades (ONU) e pela Organização dos Estados Americanos (OEA), como foi planificado no seu Programa de Actividades para o próximo exercício. Em particular, irá realiza-lo, como integrante do Comité Assessor do Programa Interamericano de educação em Valores e Práticas Democráticas da OEA, junto a outras organizações internacionais que trabalham  na América Latina em matéria de “educação e cidadania”.

2008 – RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL

Reafirmar a vontade de continuar a trabalhar
no desenvolvimento da filosofia

A Assembleia-geral da OINA, na sua reunião anual de 2008, na cidade de San Salvador (El Salvador) deseja ressaltar que:

No ano passado, 2007, cumpriram-se cinquenta anos de actividades ininterruptas em prol do pensamento filosófico, da cultura, da compreensão entre os povos, da tolerância e da protecção ao ambiente.

E resolveu:

  1. Reafirmar a sua vontade de continuar a trabalhar para o desenvolvimento da filosofia como um comportamento vital na busca de um maior grau de consciência social e de conhecimento pessoal. Continuar actuando no campo da cultura, pois como assinalado em reiteradas ocasiões, as expressões culturais da humanidade são o fundamento de melhores relações humanas e de uma melhor compreensão e aproximação entre os povos. Continuar a promoção do voluntariado, como expressão de generosidade e de solidariedade entre as distintas manifestações da sociedade, que serve para afiançar os laços de convivência e respeito como marco de ajuda mútua.
  2. Continuar o desenvolvimento de seus programas internacionais, que coordenam actividades relacionadas a manifestações artísticas, musicais, das ciências humanas, de formação do carácter e da vontade, tal como se retratam no Anuário entregue em cada Assembleia-geral. Neste compilam-se todas as actividades que a OINA realiza em mais de cinquenta países no mundo.
  3. Reforçar as actividades de Voluntariado que, conduzidas pela própria OINA ou em colaboração com o Grupo de Ecologia Activa (GEA), foram realizadas em diferentes partes do planeta, não somente no que se refere à protecção da natureza e do equilíbrio ecológico, como também na ajuda e resgate em desastres naturais como o terramoto ocorrido no Peru. Reforçar ainda o programa Héstia 2007, criado para a colaboração e coordenação de critérios na busca e resgate de pessoas desaparecidas.
  4. No marco do Dia Mundial da Filosofia, que por iniciativa da UNESCO se comemora em todo o mundo, a OINA colocou em marcha um amplíssimo programa de comemoração relacionado com a filosofia, as artes, a história, a promoção de valores e ideias filosóficas, dentro das mais variadas acções que também são apresentadas no Anuário publicado pela instituição.
  5. Destacar o apoio da OINA à comemoração dos setenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948-2008) promovida pela Organização das Nações Unidas, e à iniciativa da União Europeia que declarou o ano 2008 como o Ano Europeu do Diálogo Inter cultural.
  6. É importante assinalar que a OINA participou de importantes eventos de carácter internacional, convidada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Em particular, a OINA faz parte do Comité Assessor do Programa Inter americano de Educação em Valores e Práticas Democráticas da OEA, ao lado de outras organizações internacionais que trabalham na América Latina em matéria de “educação cidadã”. Nos últimos anos, a OINA foi convidada a participar, em diversas ocasiões, da Conferência Mundial de Organizações Não-Governamentais que o Departamento de Informação Pública da ONU organiza.

2007 – RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL

Cinquenta anos de actividades ininterruptas em benefício do pensamento filosófico, da cultura, do entendimento entre os povos, da tolerância e da protecção do meio ambiente.

A Assembleia Geral da OINA, na sua reunião anual de 2007 em Bruxelas (Bélgica) deseja ressaltar que neste ano de 2007 completa cinquenta anos de actividades ininterruptas em benefício do pensamento filosófico, da cultura, do entendimento entre os povos, da tolerância e da protecção do meio ambiente.

E resolve:

a) Que deseja destacar que como Organização Internacional realizou importantes actividades em mais de cinquenta países, distribuídos nas Américas do Norte, do Centro e do Sul, bem como na Ásia, Europa e África.·

b) Assinalar que durante estes cinquenta anos manteve uma estreita colaboração com organizações internacionais e com organizações nacionais ou não-governamentais, como se observa no crescente trabalho realizado durante estes anos e que se reflecte de modo evidente no Anuário de Actividades, publicado pela OINA.

c) Continuar a apoiar, dentro das possibilidades de cada uma das secções nacionais participantes da OINA, que se tenha entre suas acções os oito Objectivos do Milénio, aprovados pela Organização das Nações Unidas, pois “constituem um plano acordado por todas as nações do mundo e todas as instituições de desenvolvimento a nível mundial”.

d) Resolve, também, dada a presença de delegações nacionais da OINA nos países ibero-americanos e a estreita vinculação de alguns deles com a Organização dos Estados Americanos (OEA), continuar a apoiar que, no contexto da sociedade civil, o importante trabalho da OEA em benefício dos países desta região, e em particular na difusão da educação e na luta em prol do desenvolvimento sustentável.

e) Que no que diz respeito aos países participantes da OINA dentro do âmbito da União Europeia, esta Assembleia Geral decide apoiar a proposta do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia de estabelecer 2007 como o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para todos, que têm por principal objectivo lançar um amplo debate sobre os benefícios da diversidade para as sociedades europeias, e conseguir que os cidadãos europeus sejam mais conscientes de seus direitos e desfrutem da igualdade de tratamento, e de uma vida livre de discriminação. Meta tida como um dos princípios básicos nos quais se apoia a Carta Fundacional de “reunir homens e mulheres de todas as crenças, culturas e condições sociais em torno de um ideal de fraternidade universal”.

f) Que no âmbito do desenvolvimento cultural, a OINA, como movimento filosófico de carácter humanístico, realizou um considerável trabalho no “desenvolvimento das capacidades do indivíduo com a finalidade de integrar-se na Natureza e ampliar as características de sua própria personalidade”, como está indicado na sua Carta Fundacional, pelo que se propõe às delegações participantes nos diferentes centros de actividade, que somam vários milhares em todo o planeta, que durante o próximo ano intensifiquem as acções, que fomentem os valores de convivência entre os seres humanos, e que colaborem com a difusão e a defesa dos direitos fundamentais, dos quais todos os seres humanos devem poder desfrutar sem excepções.

g) Que o trabalho ecológico de defesa do meio ambiente que a OINA tem realizado durante estes cinquenta anos em todo o mundo tem tido um importante impacto na protecção de nosso ambiente, não só em acções de prevenção, mas também em arriscadas actividades de resgate nos casos de desastres naturais, nos quais o ramo de Nova Acrópole GEA (Grupo de Ecologia Activa) desempenhou um papel importante, como se reflecte nos agradecimentos dos governos, organizações humanitárias e outros, registrados em nossos anuários.

h) Que particularmente nos âmbitos juvenis, a OINA tem promovido com grande eficácia grupos de voluntariado que actuam na sociedade, conciliando a vida individual e colectiva e desenvolvendo o espírito de solidariedade com os menos favorecidos.

i) Que no mundo globalizado no qual nos encontramos, a OINA se converteu no melhor instrumento de difusão do pensamento filosófico, já que nas suas sedes participantes espalhadas por todo o planeta, de acordo com o que consta na sua Carta Fundacional, se propõe a “despertar uma visão global mediante o estudo comparado das filosofias, ciências, religiões e artes”, pelo que realizou durante todos os anos passados e segue realizando um trabalho de qualidade na difusão da cultura e da liberdade de pensamento.

j) Durante estes cinquenta anos, seguindo os ensinamentos de seu fundador, o filósofo Jorge Ángel Livraga Rizzi, a OINA desenvolveu através de  diferentes actividades em todas as suas sedes no mundo, uma cultura forjada na “educação dos valores” que, tal como posteriormente destacou a UNESCO, são um factor de busca dos “elementos comuns da espiritualidade que encontramos em todas as tradições sagradas”, os mesmos que, de maneira reiterada, foram promovidos pela OINA na formação destes valores permanentes.

k) Que o filósofo Jorge Ángel Livraga Rizzi, fundador da OINA, já assinalou em numerosas publicações e palestras que a deterioração da camada de ozono provocaria um aquecimento do planeta que daria lugar ao degelo das massas polares, com a consequente elevação do nível dos mares e um avanço das águas frias, o que ocasionaria uma reacção contrária ao aquecimento: uma micro-glaciação. Com estes estudos se antecipou o que em nossos dias foi assinalado pelas mais importantes associações científicas. Seguindo esta linha, a Assembleia-geral deseja ressaltar, também, que o filósofo Livraga Rizzi destacou que este processo de micro-glaciação física teria importantes consequências psicológicas, gerando fenómenos de isolamento e uma neo-medievalização da sociedade.·

l) Que diante destes fenómenos de deterioração das relações humanas, a OINA pode estimular e contrabalançar, através de seu trabalho integrador de povos, o já mencionado processo de neo-medievalização.

2006 – RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA-GERAL

Pensar globalmente, mas actuar localmente

Na Assembleia-geral da Organização Internacional Nova Acrópole (OINA), celebrada em Santiago, Chile, em 14 de Abril de 2006, adoptou-se a seguinte Resolução:

A Assembleia-Geral da OINA

  1. Deseja manifestar seu compromisso com a formação da juventude dentro dos valores da solidariedade e da responsabilidade social, tão afins aos princípios de carácter ético e filosófico que são os pilares básicos dos ensinamentos da OINA.
  2. Faz eco dos processos de globalização que se estão manifestando no Mundo e, como organização internacional implantada em mais de cinquenta países, quer colocar a sua estrutura ao serviço de um melhor entendimento entre os seres humanos. Por isso, destaca a dialéctica existente entre o global e o local e, a fim de que o local não seja diluído pelo global, deseja pôr em prática a simbiose entre ambos, que se resume em “pensar globalmente, mas actuar localmente”. Através desse principio de subsidiariedade, as distintas sedes de Nova Acrópole vinculadas à OINA tentarão fomentar o desenvolvimento das identidades regionais e locais onde se realizem suas actividades, sem esquecer o conjunto da comunidade internacional, aproveitando ao mesmo tempo a grande estrutura internacional que a OINA coloca ao serviço das comunidades locais e das minorias.
  3. Como assinalou o Secretario Geral das Nações Unidas, no marco da nova sociedade globalizada, a OINA deseja fomentar todos os modelos de Comunicação, apoiando-se nas novas tecnologias da informação. Realiza isso tanto por meio de sua página web internacional (www.acropolis.org) como de suas páginas nacionais e locais, assim como por meio de suas revistas electrónicas e de todos aqueles meios com que hoje nos brinda a alta tecnologia para fazer chegar aos mais remotos cantos do planeta os melhores critérios de formação filosófica.
  4. Reitera o seu compromisso para com a sociedade de nosso tempo, que se concretiza no andamento de acções específicas de solidariedade em distintas partes do mundo onde as catástrofes naturais, a pobreza, a discriminação ou a injustiça perseguem os mais desfavorecidos da sociedade. Isso é destacado no Anuário publicado pela OINA (em formato de papel e CD), em que se evidencia a acção da Nova Acrópole, que tem estado presente nas catástrofes protagonizadas pelo Tsunami no Pacífico, nos terramotos do Paquistão, nos cataclismos como os sofridos em El Salvador e na Guatemala, assim como em inumeráveis acções de ajuda em orfanatos, centros para a Terceira Idade, hospitais, etc.
  5. A OINA volta a reiterar o valor da filosofia como modelo de compromisso social, pois os valores que fomentam o conhecimento filosófico promovem no indivíduo a consciência de humanidade, permitindo-lhe reconhecer as necessidades dos seres humanos e gerando a vontade de serviço nos demais. A Assembleia-geral da OINA insiste no sentido prático do conhecimento filosófico como um instrumento imprescindível para ajudar a sociedade de nosso tempo e desenvolver uma maior solidariedade.
  6. Finalmente, a OINA, continuando o trabalho desenvolvido desde a sua fundação, faz já quarenta e nove anos, não poupará os esforços necessários para fazer chegar a cultura, em todas suas manifestações, a todas as pessoas, sem distinção de credo, raça ou condição social.

Todas as decisões foram aprovadas por unanimidade.