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Os Templários e o Caminho de Santiago

No momento presente, tendemos a revalorizar (talvez por estarmos no limiar de um novo milénio e, segundo um número cada vez maior de investigadores e filósofos, de uma Nova Idade Média), a função vitalizante que o Caminho de Santiago teve no passado. Este papel civilizador que encontrámos no Caminho de Santiago, no seu aspecto comercial, reabriu antigas vias; no humano, promoveu uma fusão e encontro de diferentes culturas e povos da Europa dos nossos dias; no artístico, proporcionou uma ampla difusão do estilo românico e dos primeiros ensaios do gótico; e no místico, fez com que um ideal comum iluminasse uma imensidão de peregrinos, unificasse ambições e anseios, servisse de guia das multivariadas tendências dos homens nesta fase da Idade Média, armando, quase nos atreveríamos a dizer, a estrutura de uma nova civilização.

TemplárioNinguém duvida já da importância da missão atribuída aos templários neste processo de reconstrução do velho Império Romano, através de uma seiva mística renovada, vinda do Oriente. Valorosos, impecáveis, misteriosos, repletos de ígnea pureza, voluntariamente inseridos num sistema piramidal perfeito, adoptando o triplo lema de castidade, pobreza e obediência, converteram-se em protectores dos caminhos sagrados, em defensores a todo o transe daquilo que pudesse fazer crescer o homem e compreender e viver a unidade de esforços humanos; propagadores fiéis, comprometidos e responsáveis por uma nova fé que fazia assomar ao coração dos seus adeptos os princípios de uma Cavalaria celeste, sob o humilde hábito da túnica de branca pureza e a cruz vermelha da regeneração universal. Faziam das gentes simples artesãos profissionais, albergavam-nas sob a sua administração ordenada, férrea e generosa, e, de harmonia com as suas crenças, levavam-nas de novo às práticas de uma religião mais natural, num folclore de indubitáveis raízes pagãs.

Quem eram os membros desta enigmática Ordem dos Templários?

Esta Ordem foi fundada em Jerusalém, então em poder dos cruzados. Nove cavaleiros, «os humildes soldados de Cristo», instalaram-se nas ruínas do Templo de Salomão. Nove anos mais tarde, no Concílio de Troyes, o abade Bernardo de Clairvaux tomou a seu cargo os destinos dos cavaleiros, fazendo com que o Papa reconhecesse esta nova Ordem, de dupla finalidade: religiosa e militar. Pouco a pouco, a Ordem foi ganhando em bens materiais, necessários à sua subsistência e ao cumprimento da missão que havia imposto a si própria. De início, tratava-se de meras doações, que depressa se viram aumentadas graças à habilidade com que os próprios templários administravam os seus bens. Além disso, os Papas libertaram a Ordem do pagamento de impostos e de dízimos.

Ao longo de duzentos anos, a Ordem foi crescendo e expandindo-se pela Europa e Mediterrâneo, desde o Reino Latino de Jerusalém, com as suas vizinhas Anatólia ou Arménia, até aos confins do Mar Tenebroso, nas Ilhas Britânicas. Iria desenvolver a partir daí uma organização económica, religiosa e militar perfeita, caracterizada por uma grande força exo-térica e profundas raízes esotéricas, e que iria estar presente nas manifestações fundamentais da cultura medieval.

Regida por uma regra aprovada pelo Papa, a «regra latina», é possível que existisse outra regra secreta que foi sendo transmitida oralmente. Mas o desenvolvimento da Ordem fez com que a inveja crescesse na mesma proporção, a ponto de, no século XVI, o rei Felipe o Belo a ter banido. Foi um processo longo e dúbio, que contou com testemunhos não menos dúbios, escolhidos entre os irmãos excluídos da Ordem por má conduta, e que pôs fim – pelo menos, no aspecto formal – a esta congregação religioso-militar, através da cedência dos seus bens à Ordem do Hospital.

No lema Non nobis, Domine, non nobis, sed nomine tuo da gloriam (nada para nós, Senhor, nada para nós, mas tudo para a glória do teu nome), encontramos a importância fundamental que a Ordem conferia à humildade, à caridade, ao espírito de missão e ao amor ao seu Ideal.

Estes cavaleiros agruparam-se em comendas, pequenas repúblicas autónomas e independentes dos soberanos das regiões em que se situavam. O chefe era o Grão Mestre e as tarefas eram divididas entre:
a) cavaleiros combatentes,
b) sacerdotes,
c) moços de cavalariça e escudeiros,
d) criados e artesãos.

Tem-se insistido muito na faceta esotérica e ritualista dos templários, acerca da qual se conhece muito pouco e se especula muito, mas é necessário não esquecer o seu impulso civilizador. Parafraseando Rafael Alarcón, no seu livro A la Sombra de los Templarios: «eles limpavam as matas, lavravam a terra, secavam os pântanos, exploravam as salinas, canalizavam rios e lagoas, cultivavam, abriam novas vias de comunicação ou reconstruíam outras fora de uso – especialmente, calçadas romanas –, reduzindo os direitos de portagem ou eliminando mesmo este e outros impostos que bloqueavam o comércio, protegendo assim os comerciantes e os peregrinos; estabeleciam mercados de que eram beneficiários, fundavam novas aldeias com a ajuda de grupos de pessoas de diversas proveniências, repovoavam territórios inteiros. Os seus economistas revolucionaram o sistema mediante a introdução da letra de câmbio, com a qual era possível efectuar transacções nominais e viajar tranquilamente, sem receio dos roubos dos valores em moeda.

Pagavam resgates de princesas e reis, financiavam a construção dos grandes edifícios góticos, colaboravam na fusão das culturas cristã e árabe (com a consequente transmissão de conhecimentos de parte a parte), conseguiram promover, nos territórios que regiam, o sincretismo e a tolerância entre cristianismo, islamismo e judaísmo; ressuscitavam as tradições esotéricas milenárias, fomentavam os contactos entre filósofos e intelectuais das três grandes religiões, fomentavam polémicas construtivas, fundavam Universidades e centros de cultura (a Escola de Tra-dutores de Toledo, a Escola Náutica de Sagres, o Instituto Luliano de Maiorca, as Universidades de Palência e de Coimbra.); actuavam com admirável eficácia no domínio político: na independência de Portugal, nas Cortes leonesas de 1188, na Concórdia de ‘Sotofermoso’ entre Afonso IX de Leão e Afonso VIII de Castela, e na educação de futuros monarcas como Jaime I de Aragão ou Frederico II da Alemanha.»

Relativamente ao Caminho de Santiago, tema que hoje nos ocupa, nele se instalaram assumindo-se como seus guardiães, fomentando o culto e as peregrinações, tanto a Santiago como aos diversos santuários de interesse transcendente dispersos pelas rotas principais. Edificaram os seus próprios santuários nas comendas do Caminho e exaltaram diversas devoções à Virgem Mãe Negra.

Analisemos algumas das diferentes construções atribuídas aos templários e que se encontravam no Caminho de Santiago, pois estes documentos perenes em pedra são os únicos de que dispomos para penetrar o mistério da actuação desta Ordem de monges guerreiros no Caminho Jacobeo.

Está situada na província de Navarra, a três quilómetros de Puente la Reina (importante encomenda templária, onde se juntam o Caminho Navarro e o Francês, procedentes respectivamente de Somport e de Roncesvalles). Para o peregrino, o caminho que conduz a Eunate é penoso. De Verão, a paisagem tem um aspecto desolador e, como costuma acontecer com o emprazamento de outras construções templárias, é tal a «tensão» do lugar e a austeridade das suas linhas de construção, que provocam (pelo menos, esta foi a minha experiência pessoal e a de outros peregrinos com quem conversei sobre o assunto) uma estranha sensação de singular cansaço e «esmagamento» que, muitas vezes, precede os contactos com outras realidades mais subtis, imperiosas e inalteráveis.

Ermida Eunate
Ermida de Eunate


Eunate significa em basco «as Cem Portas», numa referência aos arcos que rodeiam esta igreja octogonal atribuída à Ordem dos Templários. Durante a Idade Média, celebrava-se no equinócio da Primavera uma romaria que percorria o trajecto entre Puente la Reina e Eunate. Embora ninguém conheça o ritual realizado, é muito possível que nele se incluísse uma dança de entradas e saídas por cada uma das portas, traçando no percurso figuras geométricas relacionadas com a rota do Sol no seu trajecto aparente ao longo do ano.

 

 

Em 1142, os templários instalaram-se em Puente la Reina e construíram aí esta enigmática igreja poligonal irregular (tão típica dos Templários). Podemos destacar nela vários elementos de interesse relativos à Ordem dos Templários.

• O traçado poligonal irregular da sua planta, um octógono sustentado pelas nervuras da cúpula que desenham uma dupla cruz templária, sobreposta, rodadas 1/8 de círculo uma sobre a outra. Segundo Atienza, se imaginarmos o prolongamento natural dessas nervuras que partem da cúpula e que vão dar aos ângulos da capela, elas acabam por cortar cerces os ângulos exteriores da capela, tanto os da colunata como os do taipal exterior, marcando em linha recta uma direcção que, se prolongada, parece indicar importantes núcleos mágicos e enclaves templários.

• Os signos gravados na sua pedra. Destaca-se um abacus ou bastão ou cabo em espiral. E ainda uma figura estranha, que parece querer salientar-se de forma particular. Trata-se de uma marca que, na Idade Média, representava uma peça de xadrez (a torre) e que faz lem-brar o gorro usado pelos bufarinheiros. Encontramo-la em muitas construções templárias, sobretudo em Tarragona, onde se podem observar seis destes signos num escudo heráldico nobiliário, visível sobre uma pia baptismal octogonal instalada numa antiga casa da Ordem dos Templários. Trata-se, com toda a certeza, de um símbolo das plumas de Amon, que sob idêntica forma representava o Deus do Sol Oculto no Antigo Egipto. Fala-nos, portanto, do carácter ritual e solar do templo. Além disso, aparece a cobrir justamente uma das colunas da entrada principal.

• Uma escadaria helicoidal na clarabóia ou torrinha Sul, que não leva a parte alguma.

Assim, apesar da escassez de dados por escrito que testemunhem a sua procedência templária, os símbolos em pedra identificados noutras construções templárias e as tradições populares pesam muito a favor desta ideia. De qualquer modo, os dados mais antigos de que dispomos não são anteriores a 1520.

Em Eunate, encontramos uma série de símbolos lapidários. Desconhece-se o seu significado: terão eles, porventura, ligação com a misteriosa rainha que, segundo reza a lenda, o local albergava? O frontispício principal situado a Noroeste está flanqueado por dois capitéis que sustentam a cornija onde nascem as arquivoltas. Representam duas cabeças humanas de enormes olhos abertos. Rostos com barbas enroladas, que formam no seu conjunto quatro espirais. Estes rostos surpreendem o peregrino como um vento gélido que desnuda a alma. A dupla espiral das suas barbas, presente na mesma cruz templária, é a espiral que suga a terra num sentido e que eleva até ao infinito no outro, ficando no meio o aspirante, símbolo do homem na eterna encruzilhada, representado num capitel próximo da supradita porta, na galeria dos arcos; é um Cristo típico dos templários, desprovido de cruz, porque estamos perante o próprio homem cruz.
As colunas, quais lótus que abrem as suas pétalas somente no ponto mais elevado, reproduzem a vida do templário, a sua contínua solidão de transmutação, o seu vigoroso crescimento vertical para abrir a sua alma em dimensões e vivências que o unem aos seus irmãos da Ordem dos Templários, numa profunda e indissolúvel fraternidade. Na pedra da coluna, que simboliza a sua própria ascensão, está o selo que indica a presença de Deus enquanto Vento Espiritual, enquanto Sol de Justiça, símbolo que reproduz a faceta mais antiga do Deus egípcio Amon .

Frontispício de Eunate

O frontispício, a Nordeste, abre-se numa série de nove arquivoltas (sem contar com o arco da porta propriamente dito, que consta de onze pedras). Na nona arquivolta, há uma sequência de doze imagens, e mais uma no centro. Imagens singulares que poderiam representar os doze signos do Zodíaco mais o Sol (a imagem central, com cabeça de Bafomet).

Na simbologia românica, o frontispício representa o céu. As arquivoltas são, como tal, céus diferentes até chegar ao último (o nono), onde estariam impressos os signos do Zodíaco. Na terceira arquivolta, vemos imagens de plantas. Na quinta, uma sucessão irregular e aparentemente caprichosa de seis estrelas e meias esferas (que poderiam representar os nove planetas mais seis estrelas fixas, de interesse para a Astrologia). Se a partir do centro do frontispício traçarmos raios sobre as estrelas e as esferas, veremos que estes se projectam sobre cada uma das imagens da arquivolta exterior (à excepção da imagem do templário). Significará isto que nos encontramos, porventura, face a uma representação do Zodíaco? As posições das estrelas e das semiesferas (planetas) falam-nos de um momento especial em que o céu teve essa disposição, ou constituem um emblema de poderosos ensinamentos, enquanto os signos zodiacais representam os arquétipos, e os planetas ou estrelas a sua canalização activa. Os ângulos exactos que conformam também nos falam de uma mensagem exacta e transcendental, legível apenas para o iniciado.
Na aldeia de Olcot, a dez quilómetros de distância dali, encontramos um frontispício que é quase simétrico do supradito. Apresenta as mesmas imagens de Eunate (à excepção de duas, uma espécie de cisne e um pássaro com cauda de serpente). O perfeito estado de conservação em que se encontra, apesar de estar exposta aos ventos Norte, e a forma simétrica relativamente a Eunate, levam-nos a pensar que o referido frontispício não deve existir ali há muito tempo e que teria correspondência com a porta Sul de Eunate. Neste frontispício, aparece ainda uma cara com dupla espiral, e gravado sobre a coluna interior direita, vê-se um cordeiro (também poderá tratar-se de outro quadrúpede). E no tímpano deste último, o lábaro de Cristo, símbolo este que merece especial atenção. Se decompusermos este símbolo nos seus símbolos fundamentais, teremos um machado de lâmina dupla (o labris) e uma Tau, com uma serpente trepando por ela acima. O alfa e o ómega que se encontram ali inscritos referem-se ao princípio e ao fim, que, dispostos num círculo, nos falam da circulação contínua, do fluxo eterno do Tudo em Tudo. Na parte de cima do símbolo, vemos a letra grega ro, P, que entre os pitagóricos correspondia ao símbolo do número 100, ou seja, 10 x 10.

Entre as imagens de ambos os frontispícios, destacam-se a de um Cavaleiro que enverga o hábito dos Templários, com túnica comprida e uma capa presa por um broche em forma de serpente que se apoia sobre um rosto grotesco a deitar a língua de fora. A capa assemelha-se a duas asas dobradas que indicam a natureza celeste do «templário» ou do homem que reencontrou a sua própria imortalidade e que permanece no mundo com as asas perfeitamente abertas, embora dobradas, para ajudar os seus semelhantes. Apresenta a cabeça coberta por um estranho gorro de cerimónias, à maneira do capacete de Ptah, Deus do Fogo no Egipto.

Também desperta grande interesse uma representação da Mãe-Terra sob a forma de uma mulher nua, em cujo corpo se enrosca uma serpente que surge dos seus pés e bebe de uma taça que ela segura entre as mãos. Outro elemento muito interessante nesta construção consiste nas assimetrias e desvios dos eixos. Como acontece em quase todas as construções medievais, estas exprimem o princípio pitagórico de que o par, o simétrico, corresponde à morte, enquanto que o ímpar, o assimétrico, corresponde ao desequilíbrio e, portanto, à vida. Estes desvios são de 9, 27 e 36 graus, todos eles múltiplos de 9, pelo que é bem possível que este seja o número mágico que preside a toda a obra de Eunate, como expressão do 9 = 8 + 1; a própria construção octogonal de Eunate e o Espírito de Unidade que o habita.

Pequena aldeia navarra localizada no ponto de confluência do Caminho Francês com o Navarro. A Ordem dos Templários edificou ali, por volta do ano 1130, um hospital de peregrinos e a Igreja de Nossa Senhora dos Hortos. A situação de ambos é a seguinte: à direita a Igreja, à esquerda o Hospital, e no centro o Caminho de Santiago, que passa por baixo do arco abobadado entre ambos os edifícios. O peregrino experimenta tensão no ambiente, uma cidade cheia de melancolia, uma congelação do presente no passado desde o fatídico ano do processo destes monges guerreiros e construtores.

A Igreja templária de Nossa Senhora dos Hortos acabaria por se converter na Igreja sanjoanina do Crucifixo, como é conhecida nos dias de hoje. Primeiro, foi edificada a nave maior, em estilo românico e caracteres arcaicos, com o detalhe interessante de ter quebrado o eixo longitudinal, segundo o princípio simbólico da assimetria. Posteriormente, foram erguidos o pórtico e o frontispício, repletos de sinais românicos, com arquivoltas que já pertencem ao gótico inicial. Finalmente, foi construída uma segunda nave, mais pequena, situada a Norte, com o propósito de albergar um determinado crucifixo… E é aqui que nos encontramos com um dos mistérios de Puente Reina; o crucifixo da Pata de Ganso, Cristo de origem germana, doado, em jeito de ex-voto, por uns peregrinos (seriam templários?) em sinal de gratidão pela hospitalidade com que foram recebidos.

Os braços laterais da cruz formam um Y (letra símbolo dos pitagóricos e dos mestres construtores). Enquanto que o mastro central se prolonga até à altura dos referidos braços. As traves assemelham-se a uma árvore por desbastar, que tivesse sido simplesmente despojada dos ramos secundários. A coroa é constituída por duas grossas sogas entrançadas, de grandes espinhos. Os pés são desproporcionadamente grandes: é o símbolo da Alma enquanto peregrino das sendas infinitas e poeirentas, à maneira de um Édipo grego, aquele que tinha os pés inchados. À falta de documentos concretos, podemos encontrar todavia muitos dados que nos levam a pensar que o referido Cristo terá chegado a esta igreja quan-do ela era regida pelos templários.
Trata-se de um Cristo que representa, no seu formato singular de Y, a intersecção dos dois caminhos, a Grande Eleição, a Encruzilhada; podemos encontrar também a Pata de Ganso, símbolo de reconhecimento das antigas fraternidades de construtores, e que nos remete para as pegadas de Deus sob a forma de ave celeste pairando sobre a Terra. Este símbolo tem a sua origem na «pegada do Dragão», muito presente nestas terras de dinossáurios. Cada vez que desenhavam este símbolo, estavam a recordar e a evocar o Dragão, que representa a Sabedoria, e que tanta importância teve na iconografia medieval.
Na Igreja de Santiago, também em Puente de la Reina, encontramos junto ao frontispício a imagem de um guerreiro a matar uma fera, imagem essa que nos mostra a mística templária.

Torres del Rio: Igreja do Santo Sepulco

Como sucede em relação a outros pontos ao longo do Caminho, também aqui nos faltam documentos que possam certificar a sua pertença à Ordem dos Templários. Para tal contamos, apenas, com a tradição popular, a lenda e a estrutura octogonal tão cara aos templários. Está situada a 50 quilómetros de Eunate, entre Estella e Logroño, nas margens de uma grande falha tectónica que lhe confere um importante valor telúrico. De planta octogonal quase regular, está construída num estilo de transição românico-gótico de finais do século XII ou princípios do século XIII. Nos capitéis encontramos alegorias cheias de significado: máscaras com pássaros e serpentes que sussurram aos seus ouvidos (a sabedoria que alimenta a alma alada); pássaros de pescoço entrelaçado (símbolo da união e complementaridade das almas gémeas impelidas por um mesmo voo, pela luz de um mesmo Ideal, pelo amor que é fraternidade, fraternidade que é amor). Centauros que disparam flechas (símbolo dos grandes sábios como o centauro Quíron da mitologia grega, que dirigem os seus anseios, os seus pensamentos para as causas mais nobres, ou para o do-mínio das forças inferiores da Natureza). O resto da estrutura termina com uma torrinha cilíndrica situada a Oeste, defronte do abside, que por sua vez alberga uma escadaria que dá acesso ao telhado, sobre cujo centro se ergue uma edícula, que corresponde a uma maqueta do edifício à escala reduzida.

No interior, a austeridade templária, as paredes despidas de ornamentos, de superfície isenta de qualquer pormenor estético. No entanto, as suas medidas, as figuras geométricas que a pedra desenha, o silêncio inesperado do seu interior fazem com que o olhar da alma se erga e elevam-nos a mundos desconhecidos, a estranhas recordações, a anseios melancólicos de um mundo distinto do actual…

A abóbada é de tipo califal, com nervuras que não se cruzam no centro e que desenham uma cruz templária.
Olhando na penumbra, deparamos com um capitel onde surgem dois monstros estilizados que partilham uma só cabeça, duas mísulas de cabeça leonina, escrutadoras, uma delas a devorar um cordeiro. Também um pássaro de cabeça humana e cauda de serpente, porventura símbolo da sabedoria consumada, que se eleva, alada, à contemplação das primeiras formas luminosas, no Reino da Incessante Harmonia, mas que também desce à terra da acção quotidiana e desliza sem dificuldade nas suas asperezas e vazios, guia a acção eficaz, separa o verdadeiro do falso, penetra na superfície das coisas, delas extraindo a sua quinta-essência. Inteligência celeste ante o esplendor da Ideia, Inteligência na acção quotidiana ante a luz do mundo, admirável símbolo do pássaro-serpente que recordava, a todos aqueles que com a alma serena o contemplavam, a eterna fugacidade das coisas, mas também a sua oculta harmonia, a sua beleza invisível.

Entre os capitéis que sustentam o arco triunfal que dá passagem para a abside, e à maneira de guardiães perante a abóbada celeste, deparamos, à esquerda, com um «descimento»; e no capitel da direita, com «as três Marias perante o sepulcro vazio». No primeiro, três personagens parecem empenhados em despen-durar a pessoa do Crucificado; mas na realidade, agarram-se ao corpo santo e arremessam-no em diferentes direcções, como se quisessem despedaçá-lo. Representam o triângulo inferior da psique que aprisiona, sepulta, mortifica e dilacera o Cristos interior (a luz de Deus no coração dele próprio).
O capitel de «as três Marias ante o sepulcro vazio» aborda a purificação, verticalidade e deificação desta mesma psique, aureolada de graça e santidade, e a personalidade inteira co-mo a pedra cúbica esvaziada que corresponde ao sepulcro aberto. É o estado de perfeição do homem, com o sepulcro da personalidade aberto à luz do Sol. O sepulcro aberto é, também, símbolo do Santa Santorum, da Adita dos templos, da Arca ou Nave que contém as sementes sagradas, do Eterno Feminino que deve ser fecundado pelo Aspirante aos Mistérios que encarna o raio de luz ou Espírito puro.(1)

Neste último capitel, a tampa paira por cima sem suporte algum, e do sepulcro pende um pedaço do Santo Sudário, testemunho da presença de Deus no Homem. Do interior escapam-se formas vaporosas que se desfazem em figuras espiraladas e que deixam ver por detrás um edifício ou torre de três corpos com arcadas, símbolo da Cidade Celeste, seguindo o perfil desta mesma capela poligonal. Representam, talvez, as potencialidades ocultas no homem, despertas ao abrir o sepulcro da própria personalidade egoísta, potências que participam da natureza do Céu e da Terra, e por isso se transformam na imagem sintética da espiral.

Castrojeriz

Em Burgos, aldeia eminentemente jacobina, que dorme hoje na recordação dos seus dias de glória, deparamos com a Colegiada da Virgem da Macieira (cantada por Afonso X o Sábio), vestígios de mosteiros, um imponente castelo medieval assente sobre ruínas romanas ou talvez mesmo anteriores, a julgar pela dimensão gigantesca dos seus silhares. E, o que mais nos interessa de momento, o convento de Santo Antão, de origem templária, datado do século XIII, bem como a Igreja de São João, também templária.
Na primeira, o brasão indiscutível da Ordem dos Templários visível numa rosácea da fachada Oeste, com oito mais quatro, doze cruzes tau (sob a forma de um trevo de quatro folhas colocado no interior de um octógono).

A Igreja de São João é como que uma caixa de ressonância espiritual em pedra. Numa das suas enormes janelas, podemos ver um pentáculo invertido, símbolo da magia prática, do conhecimento e domínio dos poderes ocultos da Natureza. Um símbolo muito caro aos templários, símbolo da descensão das energias celestes para dentro da matéria. No interior, vale a pena destacar uma abóbada nervada, e na intersecção dos nervos, faces circulares. Elas exprimem o mistério do homem, representado como uma síntese de forças de distinta natureza, o homem como uma ilusão, gerado na encruzilhada de diferentes linhas espirituais, no impacto de entidades distintas.

Situada na província de Palência. Povoação que emerge da planura, dominada por uma imensa igreja, encomenda da Ordem dos Templários. Trata-se de um templo gótico, algo tosco no seu exterior graças a actos de lapidação vândala e iconoclasta.

É de destacar no friso superior, ao centro, um estranho Pantocrator e Tetramorfos, em que o Touro foi substituído por um suíno ajoelhado, em atitude de reza a Cristo, e o Leão observa atentamente o suíno.
E ainda outro dos temas que se repetem profusamente na catedral de León: hastes que saem da boca de uma máscara e que culminam numa flor, ou numa folha, ou num fruto. Símbolo do florescimento interior, do desenvolvimento das qualidades interiores, que de dentro para fora ultrapassam a máscara da personalidade. Símbolo, também, do poder da palavra, da sua capacidade de objectivar a Ideia, de exprimir o subjectivo e produzir frutos em quem a escuta.

No interior da Igreja, três grandes naves de pedra branca em proporções que emanam força e sobriedade, soberba elegância. Esculturas de rostos, um deles com traços orientais, inseridos no muro. Capitéis pequenos, ao alto, com imagens de reis que sorriem, uma mulher de grande beleza, talhas de músicos celestiais (magistralmente patentes nos vitrais da catedral de León). Quatro virgens guardam o sepulcro vazio de D. João de Pereira, Mestre templário, acompanhado pelo Infante Felipe e por D. Leonor.

As virgens delimitam um es-paço sagrado, como acontecia outrora, noutras civilizações, nas tumbas dos Reis Iniciados. Entre elas, Nossa Senhora a Branca, milagrosa e celebrada pelo rei Afonso X o Sábio, sorri enigmaticamente. Num outro ângulo, outra Virgem, neste caso da Esperança, muito inusual, pois, tomando o menino Jesus na mão, está prestes a dar novamente à luz. Segundo Marín e Cobreros, na sua obra O Caminho de Santiago: «O silêncio luminoso deste templo, primitivo, potente, inspirado, fala-nos de ideais inquebrantáveis, de cavalaria, de peregrinação; em suma, da busca de Deus e de si mesmo».

Localizada no Bierzo. Fortaleza imensa (mais de 10.000 m2), desproporcionada para a missão que os templários desempenhavam nesta região. Exibe as insígnias de reconhecimen-to com que os templários assinalavam os seus «grandes tesouros». Tripla muralha (símbolo dos votos de pobreza, castidade e obediência que os templários faziam, das três etapas da Alquimia, das três cores simbólicas, o bro das túnicas, o vermelho das cruzes, o negro do hábito dos seus sargentos e da cruz do estandarte de guerra). O Tau na porta e nas suas principais divisões, nas torres e na muralha.

O traçado, segundo Martín Cobreros, estava conforme com os planos astronómicos. Dispondo de doze torres, todas diferentes, e que têm a forma – diz – das constelações do Zodíaco, mas não pela sua ordem natural, e sim alterada, certamente para assinalar um momento especial, ou uma canalização especial de energias, ou a expressão de uma Ideia celestial.

No principal frontispício, existiu uma pedra, a clave de arco, onde se encontra inscrita a Tau, numa grande estrela geométrica de oito pontas e flanqueada por um sol helicoidal e por uma estrela. É a Rosa da Regeneração espiritual, formada por dois quadrados entrelaçados. Também nos deparamos com o Bafomet, figura em forma de cabeça que era obrigatório colocar à entrada das casas regidas por Comendadores.
Que será que esta gigantesca construção protegia? Tratar-se-ia, por acaso, das riquezas de jazigos de ferro e ouro? Ou, sem ser estas, outras possessões que tivessem sido confiadas a este castelo? Recordemos Fulcanelli nas suas Moradas Filosofais: «O Santo Graal estava protegido por doze templários (como as torres do castelo); estes doze guardiães são uma evocação dos signos do Zodíaco».

A poucos quilómetros, seguindo o Caminho de Santiago, e depois de passar Villafranca del Bierzo, deparamos com o castelo de Sarracín, vigilante, numa imponente atitude de desafio. Provavelmente, trata-se do nunca encontrado Castelo de Antares. Se assim for, recebe o nome da estrela de primeira magnitude na constelação de Escorpião, e a planta poli-gonal deste Castelo reprodu-la na sua forma.

Já nas acolhedoras terras da Galiza, deparamos com esta Igreja do século XII, em Mellid, n’ A Corunha. E de novo se manifesta a linguagem indecifrada dos templários nas misteriosas inscrições das faces interiores e exteriores da arquivolta mais externa do frontispício Oeste. São 48 sinais repartidos por dois grupos de 24 iguais entre si, cruzes invertidas, círculos, linhas curvas, rombos, gradeados, numa misteriosa linguagem de figuras geométricas. Poderá tratar-se de símbolos, de significados muito profundos na sua chave numérica. Ou também, quiçá, figuras, cristalizações gráficas de profundas meditações, e, por sua vez, chaves de outros estados de consciência (como o haviam sido a linguagem hieroglífica egípcia, a «linguagem enochiana» ou os símbolos dos tatvas).

Também em Mellid, na Igreja templária de São Julião, o mistério atrai a nossa atenção através de onze pedras rectangulares, colocadas em jeito de friso, sobre o frontispício românico, com signos geométricos indecifrados.

Iria Flavia

Atravessámos Santiago de Compostela e rumamos sempre na direcção do Poente, até encontrarmos o enclave mágico de Iria Flavia, hoje em dia, apenas um bairro da cidade de Padrón. Tem importância na tradição do Caminho, porque nela, na Igreja de Santiago, se encontra o «pedrón», daí o nome da localidade onde os discípulos de Santiago terão amarrado a barca que continha o seu Corpo Santo. Esta pedra é, na realidade, uma daquelas ara solis com que os romanos semearam as costas do Mar Tenebroso.
Na Igreja de Santa Maria, reedificada e actualmente com estatuto de Colegiada e «segunda sede composteleana», encontramos uma série de cruzes, distribuídas ritmicamente pelas paredes exterior e interior. Trata-se de uma série de cruzes céltico-templárias de quatro modelos distintos.

Agora só há 13, mas o número original era de 27, e o facto de serem de configuração diferente corresponde, porventura, a um itinerário de conteúdo mágico e simbólico, que se desenrola pelo exterior e pelo interior do templo. Passeio ou dança cerimo-nial que reproduziria um percurso solar, uma espécie de imersão no coração do labirinto e ressurreição radiante?

Em frente a esta Igreja, e junto ao actual cemitério, vemos outro muito mais antigo, com lápides de época medieval ou, mesmo, anteriores, suévicas, paleo-cristãs. E, sobre a pe-dra, as perenes inscrições de cruzes paté em círculos, cruzes visigodas, patas de ganso duplas ou singulares, esquadros com compasso e pêndulo, etc. Imagens que o tempo quer desenhar, imagens que sussurram o mistério, que nos falam de outros tempos, de outros homens, de outros anseios… E no meio delas, colocamo-nos, com dilacerante inquietação, uma e outra vez, a eterna pergunta: o que vem a ser o homem?

Noya

Localidade rodeada de frondosas colinas, importante já na época dos romanos, situa-se sobranceira à ria galega sua homónima. Nela havia desembarcado Noé, cuja neta Noela fundou a vila primitiva, a que daria o seu nome. Cidade-término ocidental do percurso de Santiago, a ela acodem peregrinos desde tempos imemoriais. No escudo da Cidade, vê-se uma Arca de Noé flutuando sobre as Águas e uma pomba que a sobrevoa, transportando um ramo no bico.

O mais importante aqui é o cemitério medieval de Santa Maria, com as famosas e enigmáticas lápides onde se agrupam estranhos símbolos, tantos que até saturam a imaginação. E, neste cemitério, um pequeno oratório quadrangular, a céu aberto, rodeado de tumbas e com um cruzeiro no interior, rematado na parte superior por uma abóbada piramidal, que se apoia em quatro pilares.

Reza a história que o oratório terá sido doado por um soldado da Ordem dos Templários regressado das Cruzadas, que trouxe consigo um pouco de terra dos Lugares Santos, com que, segundo se diz, encheu o cemitério.

Outra lenda conta que o monumento terá sido uma doação de dois irmãos inseparáveis, «monges do Templo de Jerusalém», que estavam a combater contra os infiéis e acabaram por se separar no meio de uma batalha. Jamais terão voltado a encontrar-se, apesar do mais velho ter procurado o irmão durante sete anos, por terras mouriscas. Por fim, regressou à sua terra natal de Noya e mandou erguer o cruzeiro, em memória do jovem desaparecido, que ele julgava morto. Mas este, ao cabo de sete anos, depois de muitas peripécias, conseguiu escapar e regressou à mesma localidade. E mandou erguer o oratório sobre o cruzeiro, como acção de graças em memória perpétua do carinho demonstrado pelo seu irmão.

Somos colhidos de surpresa pela visão do símbolo da pirâmide sustentada sobre quatro pilares, tendo no seu interior o símbolo do Homem, o Cristo Crucificado. Os antigos ensinamentos indicam que a Pirâmide é o símbolo perfeito do Fogo Espiritual sobre a Terra e que representa a Humanidade na sua ascensão até às Ideias Celestiais, através das suas expres-sões artísticas, filosóficas, científicas e místicas. Tudo isto para devolver ao coração do Cristos Interior a Luz de Deus, que é o verdadeiro morador da pirâmide, representado pelo Fogo. O ensinamento cabalístico mostra-nos que a típica inscrição INRI, que aqui figura na face interior da cruz orientada a Poente, tem como significado esotérico: Ignea Natura Renovatur Integra (toda a Natureza será renovada pelo Fogo). Noutra interpretação, a pirâmide é um altar dedicado à estrutura e funcionalidade do Sistema Solar e do Logos, a sua última essência.

Isto é confirmado por dois símbolos astronómicos que aparecem no friso do oratório, estrutura que se apoia nos quatro pilares, sobre os quais repousa a pirâmide de pedra. No friso oeste, aparecem representados cinco círculos unidos por umas faixas serpenteantes, geometricamente entrelaçadas (símbolo do tempo). As figuras inscritas nos círculos são, sucessivamente, um trevo (esquema do ciclo solar), um livro aberto assinalado por um ponteiro (símbolo do grande livro da Natureza) no segundo; no terceiro, a imagem de um rosto em forma de lua; no quarto, outro livro aberto mas em que o círculo é quebrado por uma linha que lhe corta um terço da superfície; e no quinto, uma face representando o Sol em postura tensa. Talvez também pretenda significar o devir cíclico da Humanidade: as cinco humanidades de Terra, Água, Ar, Fogo e Éter, representando o Corpo, a Vitalidade, a Psique, a Mente Egoísta e a Inteligência.

No friso do lado leste, voltado, portanto, para Poente, vê-se a Montanha Ocidental de sombras, umas gravações que representam, da esquerda para a direita, a figura de um ho-mem de joelhos que se apoia num cão, agarrando com a mão esquerda uma correia, ou seja, ele não conduz, mas antes é conduzido, enquanto que o seu rosto cadavérico se ergue so-frido para o céu: o grande cão preso pelo homem parece morder o dorso de outro mais pequeno (ou será antes um almiscareiro) que o precede, e que por sua vez faz o mesmo com um terceiro situado à frente do seu focinho e mais pequeno que ele (um cão ou um outro pequeno cervo). O olhar voltado para Ocidente, o facto de ser o cão que o conduz, o aspecto debilitado do homem, fazem-nos lembrar a vinculação destes mesmos elementos no Egipto, com Anúbis, o Chacal, e a sua estrela regente Sírio, estrela que desseca as águas da personalidade, símbolo da libertação da Alma mediante a destruição dos corpos materiais.

Quem sabe se ambos os frisos não representarão duas formas de ascensão do homem na pirâmide da evolução: a evolução das formas nas sucessivas humanidades, olhando o Sol que nasce, isto é, à luz da vida; e a evolução da consciência num caminho arriscado, vertical, consumidor, olhando a luz do Ocidente, a luz do Sol que se submerge no Abismo, ou seja, a luz da consciência que busca no mais profundo de si mesma. O homem de joelhos, consumido e em êxtase de adoração, é a personalidade dominada, o cão é a mente Superior e o Cervo a fria chama da Intuição.

E assim cumprimos um breve percurso ao longo das construções e símbolos templários do Caminho de Santiago. É bem possível que algumas das nossas interpretações tenham sido fruto de excesso de imaginação, mas não será o homem precisamente aquele que imagina a vida? Não será a imaginação a faculdade de estender pontes para o desconhecido, a primeira porta para desvendarmos o mistério que nos envolve, a faculdade de conhecermos intuitivamente aquilo que a razão ou a escassez de dados nos negam? Parafraseando um dos maiores filósofos do século XX, o professor Livraga: «O homem vale aquilo que ele próprio ousa sonhar». Que este imaginário caminho de símbolos templários possa constituir uma rota de fantasia que nos ajude a aproximar mais de nós próprios.

 

José Carlos Fernández
Director Nacional da Nova Acrópole

 

1. Esta ideia encontra-se magistral e profusamente desenvolvida no volume IV da Doutrina Secreta, de H.P. Blavatsky, no capítulo «O Santo os Santos e a sua actual degradação».

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
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